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É provável termos uma vacina até o final do ano, diz Celso Granato

Infectologista acredita que novos casos de coronavírus aparecerão no Brasil, mas o surto poderá ser controlado se população e o governo fizerem sua parte

Por Giulia Vidale, Da Redação Atualizado em 5 mar 2020, 11h56 - Publicado em 3 mar 2020, 14h37

Desde janeiro, o Sars-CoV-2, nova cepa de coronavírus identificada na China, causa preocupação devido ao aumento constante do número de pessoas diagnosticadas com a doença respiratória Covid-19. A chegada do vírus ao Brasil na semana passada causou pânico e corrida aos hospitais, unidades de saúde e farmácias em busca de álcool gel e máscara de proteção. “Toda vez que a gente tem um surto novo, as pessoas tem medo. Mas a gente não detectou, até esse momento, não há circulação interna do vírus. Então não há necessidade de toda essa preocupação. É possível que mude? Eu acho que é possível. Mas nesse momento eu não vejo uma justificativa para isso”,  afirma o infectologista Celso Granato, diretor clínico do Grupo Fleury, em entrevista ao programa Páginas Amarelas.

Granato está satisfeito com a resposta do Ministério da Saúde como resposta ao coronavírus, mas ressalta que é preciso lembrar outros problemas de saúde pública enfrentados no país, como dengue e sarampo. “A gente fica com um pouco de preocupação. Será um que um país que tem esse tipo de situação de saúde vai conseguir implementar tudo aquilo que está sendo proposto? Se nós fizermos isso direitinho, acho que a gente vai ter uma epidemia ou surto controlado”, diz o especialista.

Ele enfatiza ainda a importância de cada pessoa fazer sua parte para prevenir a disseminação da doença ao colocar em prática a etiqueta respiratória e a higienização constante das mãos. Enaltece a velocidade inédita no desenvolvimento de um tratamento e de uma vacina contra a doença respiratória e desmente as principais fake news disseminadas nas redes sobre curas milagrosas e recomendações preventivas contraditórias contra o novo coronavírus.

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