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Corrupção assassina milhares de pessoas, diz autor da PEC da 2ª instância

O deputado Alex Manente vê na condenação de Lula o chamariz necessário para constitucionalizar o cumprimento de pena após primeira decisão colegiada

Por Da Redação - Atualizado em 5 nov 2019, 17h21 - Publicado em 5 nov 2019, 17h00

Nesta quinta-feira, 7, o Supremo Tribunal Federal retoma o julgamento que pode mudar o entendimento da Corte sobre o momento em que se deve iniciar o cumprimento da pena: se após a segunda instância — como é hoje — ou se após exauridas as possibilidades de recursos. Para encerrar um debate acirrado e que cria insegurança jurídica ao país — uma vez que o STF mudou por quatro vezes esse entendimento nos últimos dez anos —, o deputado Alex Manente (Cidadania-SP) defende a aprovação da PEC 410 de 2018, de sua autoria. Caso seja aprovada, constará na Constituição que após condenado em segunda instância, o réu deverá iniciar o cumprimento da pena. “Apenas 0,3% das condenações são revistas nas instâncias superiores”, afirma Manente.

O deputado não nega que a prisão do ex-presidente Lula seja o grande chamariz dessa polêmica. Até mesmo manifestações estão sendo convocadas para o próximo sábado, 9, em face ao julgamento do STF. “Dificilmente não será comprovado nas seguintes instâncias o que foi comprovado nas anteriores”, advoga Manente pelo encarceramento do petista. A natureza do crime, corrupção, é ainda um agravante em sua visão.

Um crime tão grave quanto assassinato. “A corrupção assassina milhares de pessoas.” Agora, Manente corre para conseguir aprovar as mudanças antes do calendário eleitoral. Ele deve sair candidato à prefeitura de São Bernardo do Campo, mas gostaria de ver a PEC aprovada antes disso.

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