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Bia Haddad sobre suspensão por doping: ‘Fui do céu ao inferno em 10 dias’

Tenista número 1 do Brasil conta como se prepara para voltar às quadras após 10 meses de suspensão por contaminação com anabolizantes

Por Julia Braun, Da Redação - Atualizado em 17 mar 2020, 16h23 - Publicado em 10 mar 2020, 14h17

Beatriz Haddad Maia, 23 anos, é a melhor atleta do tênis feminino brasileiro. Em junho de 2019, sua carreira foi interrompida por um exame de doping, que acusou a presença de duas substâncias anabolizantes proibidas em seu organismo.

“Fui do céu ao inferno em menos de 10 dias”, conta Bia em entrevista ao programa Páginas Amarelas, sobre o momento em que recebeu a notícia sobre o teste. Ela havia acabado de vencer a ex-número 1 do mundo Garbiñe Muguruza em sua estreia na temporada 2019 do torneio de Wimbledon, em Londres.

Desde que o resultado de seus exames foi liberado, a tenista pausou sua carreira. Em fevereiro deste ano, Bia Haddad recebeu o veredito da Federação Internacional de Tênis (ITF) que, apesar de aceitar o fato de as substâncias proibidas encontradas nas amostras da atleta terem surgido de forma não intencional, a condenou a 10 meses de suspensão. Como a contagem do prazo é retroativa, a tenista ficará livre para atuar profissionalmente nas quadras a partir de 22 de maio de 2020.

Na entrevista, Bia Haddad conta como foram os meses em que ficou parada, esperando o julgamento da ITF, como se prepara para voltar às quadras e quais são suas expectativas para o futuro de sua carreira. “Nos seis primeiros meses foi difícil ir aos clubes e ver as pessoas me olharem diferente, ver as pessoas que você gosta duvidarem de você”, relata. “Estou usando esse tempo para aprender, fazer coisas novas e voltar mais forte”.

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