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Amoêdo: Bolsonaro falha ao eleger prioridades e afeta a pauta econômica

Para dirigente do Novo, agenda para a retomada do país precisa de uma liderança firme, mas presidente gasta energia com temas sem relevância para a maioria

Por Da Redação Atualizado em 29 out 2019, 14h57 - Publicado em 15 out 2019, 09h39

O presidente do partido Novo, João Amoêdo, disse ao programa Páginas Amarelas, de VEJA, que o presidente Jair Bolsonaro “tem falhado muito” ao não ser a liderança que se espera na discussão sobre a retomada econômica, principalmente ao insistir em incluir na agenda temas que perturbam o ambiente político e não são relevantes para a maioria da população.

“O grande mérito de Bolsonaro foi ter colocado uma equipe econômica com viés liberal, com pensamento de redução do estado, de criar um ambiente mais propício ao empreendedor.  Mas em outras áreas ele tem falhado muito, especialmente ao não definir claramente as prioridades, o que atrapalha a pauta econômica (…), e ao incentivar um clima ainda de campanha, de ‘nós contra eles’”, disse.

Ele enumera três prioridades para o país voltar a crescer: as reformas administrativa e tributária e as privatizações. “Essa pauta sem uma liderança firme, num processo onde existem outros interesses, acaba avançando devagar. E o resultado é o que a gente vê no cenário econômico: uma retomada muito mais lenta do que seria esperado”, afirmou.

 

  • Amoêdo também cobra mais empenho no combate à corrupção e cita o caso envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho do presidente. ”Isso não pode ser colocado para debaixo do tapete”, defendeu.  Para ele, uma eventual desintegração da Lava Jato – inclusive com a anulação de algumas de suas condenações – também irá contribuir para degradar o ambiente econômico e político do país.

    Sobre o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, que é filiado ao Novo e tem sido alvo de críticas, Amoêdo disse que não fala com ele desde outubro de 2018 – segundo ele, a legenda não foi consultada sobre a ida para o governo e não tem nenhuma ingerência na pasta. O dirigente também avalia a gestão do primeiro governador do partido, Romeu Zema (MG), e a atuação da primeira bancada da legenda na Câmara. Fala ainda sobre as próximas eleições e o processo seletivo que a sigla usa para escolher seus candidatos.

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