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Mutação pode facilitar ação da vacina contra coronavírus, diz estudo

Pesquisa recente sugere que a mesma mutação que tornou o coronavírus mais infeccioso, também pode tê-lo deixando mais vulnerável aos imunizantes

Por Da Redação - 28 jul 2020, 20h59

Nesta terça-feira, 28 de julho, um novo estudo liderado pela Universidade da Pensilvânia mostrou que a característica que torna o coronavírus tão infeccioso pode também torná-lo mais fraco às ações das vacinas. Os espinhos do vírus, segundo o estudo, teoricamente aumentariam o espaço onde os antígenos da vacina podem atuar.

Simultaneamente, um estudo divulgado no New England Journal mostrou que a vacina da companhia farmacêutica Moderna, que teve os seus testes em humanos iniciados nesta segunda, funcionou em macacos e os protegeu da doença. Apesar de trazer esperança, os pesquisadores responsáveis afirmaram que testes em animais bem-sucedidos nem sempre refletem a eficiência da vacina nos humanos.

Pesquisadores da USP conseguiram registrar em vídeo a formação de coágulos nos vasos sanguíneos de pacientes com a Covid. O registro ajuda a comprovar a teoria de que o coronavírus resulta em respostas inflamatórias exageradas em alguns doentes e que essa pode ser a causa de alguns dos sintomas mais severos da doença.  Anteriormente, os pesquisadores cogitavam que os coágulos poderiam ser ocasionados por conta do longo período de exposição desses pacientes aos ambientes hospitalares, mas, agora, as inflamações foram registradas em doentes que estavam no primeiro dia de internação.

18 dias depois de ser diagnosticado com coronavírus, o jornalista, músico e apresentador Rodrigo Rodrigues morreu por conta de uma trombose cerebral em decorrência da Covid, aos 45 anos. Rodrigo, que atualmente trabalhava no SporTV, deu entrada no Hospital Unimed-Rio no último sábado e foi submetido a uma cirurgia para aliviar a pressão intracraniana, mas não resistiu.

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De acordo com o Ministério da Saúde, nas últimas 24 horas, foram 40.816 novos casos e 921 mortes. O Brasil acumula agora 2.483.191 casos e 88.539 mortes.

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