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Economia apresenta sinais de melhora no impacto da crise do coronavírus

BC projeta recuo de 5,66% no PIB, baixa menor do que se imaginava. Governo anuncia redução de gastos de R$ 466,4 milhões com home office entre servidores

Por Da Redação - 3 ago 2020, 22h19

Nesta segunda-feira, 3 de agosto, o Boletim Focus, divulgado semanalmente pelo Banco Central, trouxe projeções de que a economia brasileira será menos impactada pela pandemia do coronavírus do que se acreditava. A projeção agora é que o PIB vai recuar 5,66%, baixa ainda considerável, mas melhor da que se pensava anteriormente, quando se chegou a esperar uma queda de 6,50%. É a quinta semana seguida em que as análises vêm com melhora nas expectativas.

A companhia farmacêutica americana Eli Lilly & Co começou um estágio avançado dos testes que utilizam anticorpos para a Covid-19 como tratamento para a doença. Ao total, 2.400 pacientes serão testados em casas de repouso e o remédio foca, principalmente, na prevenção da disseminação do vírus.

No estado de São Paulo, o governador João Dória, do PSDB, anunciou, mais uma vez, uma queda no número de mortes no estado. Entre os dias 19 e 25 de julho, os óbitos caíram 8% na comparação com a semana anterior. Enquanto os números caem, o governador e seus funcionários estudam se as aulas voltarão ou não na região em setembro, sendo que a data-limite para a decisão é na próxima sexta-feira, sete de agosto.

Já o ministro das comunicações, Fábio Faria, determinou que todos os funcionários fora do grupo de risco da pasta voltarão ao trabalho presencial a partir do mês que vem. O fim do home office para os funcionários da pasta vem no mesmo dia em que o Ministério da Economia divulgou que o trabalho em casa estabelecido pelo governo federal aos seus funcionários gerou uma economia de R$ 466,4 milhões aos cofres públicos. Essa queda nos gastos se deve a menos viagens, menos gasto com energia elétrica e água e menos cópias de documentos.

O ministro-chefe da Casa Civil, Braga Netto, testou positivo para o novo coronavírus nesta segunda-feira. De acordo com a assessoria, ele está bem, assintomático e vai trabalhar de casa até que a doença passe. Braga Netto é o sétimo ministro de Bolsonaro a ter a doença e um dos 16.641 diagnósticos confirmados com coronavírus nas últimas 24 horas. Além disso, foram 561 mortes causadas pela doença no mesmo intervalo. No total, o Brasil tem agora 2.750.318 casos, 94.665 óbitos e 1.912.319 recuperados, de acordo com dados do Ministério da Saúde.

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