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Após fase crítica, Nordeste varia entre estabilização e queda de mortes

Brasil registra 75.366 mortes e 1.966.748 casos registrados desde o início da pandemia. Nas últimas 24 horas, foram 1.233 óbitos e 39.924 novos diagnósticos

Por Da Redação - 15 jul 2020, 21h16

Nesta quarta-feira, dia 15 de julho, segundo o Ministério da Saúde, foram confirmados no Brasil 39.924 novos casos de Covid-19 e 1.233 mortes. O país acumula agora quase 1 milhão novecentos e sessenta e sete mil (1.966.748) infectados pela doença, 75 mil (75.366) mortes.

A dimensão continental do Brasil faz dele um país com diversos “micro países” em seu território. A lógica se encaixa à perfeição no atual cenário da epidemia do novo coronavírus. Algumas regiões podem ter realidades completamente diferentes. Neste quesito, o Nordeste chama muito a atenção por ter maior heterogeneidade entre os estados, segundo levantamento feito por VEJA.

Após uma fase dramática, com capitais como Fortaleza e Recife com alto número de casos já no início do ano, na região como um todo, a média móvel de novos casos e óbitos por coronavírus se estabilizou, em comparação com os dados de duas semanas atrás. Por outro lado, enquanto alguns estados e principalmente capitais já podem respirar mais aliviados, outros começam a enfrentar a ascensão da epidemia.

Já o Sudeste, que foi a porta de entrada do novo coronavírus no Brasil, passa por uma mudança gradativa. A região liderou os números da pandemia com folga até o final de abril, quando a soma dos números de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo representava 47,4% do total de casos do país e 55,4% das mortes. Em comparação com os dados desta quarta-feira, 15, o Sudeste registra 33,8% dos infectados e 43,5% dos óbitos.

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Os estados brasileiros, por estarem em diferentes fases de contaminação da doença, continuam a apresentar diferentes políticas. No Paraná, a Associação dos Municípios da Região Metropolitana de Curitiba afirmou que, nos próximos dias, suas prefeituras publicarão novas regras de distanciamento social para a volta do funcionamento de bares e shoppings. Além disso, Beto Preto, secretário de saúde do estado, afirmou não ver necessidade de um lockdown na região.

Em Goiânia o comércio voltou hoje a funcionar após o período de 14 dias de fechamento, apesar do prefeito, Iris Rezende, afirmar que pode voltar a endurecer as medidas se os indicadores epidemiológicos apontarem uma maior transmissão da doença.

Já em Campo Grande, capital do Mato Grosso do Sul, a prefeitura decretou que o comércio varejista não essencial poderá funcionar das nove da manhã até as cinco, além de proibir o funcionamento nos finais de semana. A cidade ainda conta com um toque de recolher que começa às oito da noite.

Entre as boas notícias, uma vacina da empresa de biotecnologia americana Moderna avançou para a fase 3, ou seja, demonstrou ser segura e desencadear certa resposta imune nos voluntários testados previamente. A Ibovespa até ganhou um impulso a mais com os testes positivos da vacina. Quanto mais a ciência se aproxima de uma solução para a Covid-19, mais distante fica a necessidade de novos fechamentos das atividades econômicas e, consequentemente, o mercado se agita.

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Além disso, o governo de São Paulo anunciou em coletiva que os ventiladores mecânicos desenvolvidos na USP foram aprovados e que começarão a ser utilizados no Instituto do Coração.

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