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Janaína Paschoal conseguiu quebrar o marasmo das eleições

Advogada responsável pelo impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff é cotada para ser vice de Jair Bolsonaro (PSL)

Por Da Redação Atualizado em 23 jul 2018, 20h24 - Publicado em 23 jul 2018, 20h23

A advogada Janaína Paschoal, responsável pelo impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, ganhou os holofotes neste domingo, ao discursar na convenção do PSL que confirmou o deputado federal Jair Bolsonaro (RJ) como candidato do partido à presidência da República. Ela é cotada a vice de Bolsonaro, que na semana passada teve duas recusas — uma de Magno Malta, do PR, e outra do general Augusto Heleno, do PRP.

“Não se ganha eleição com pensamento único. Não se governa uma nação com pensamento único. Os seguidores, muitas vezes, do deputado Jair Bolsonaro têm uma ânsia de ouvir um discurso inteiramente uniformizado. Pessoas só são aceitas quando pensam exatamente as mesmas coisas. Reflitam se não estamos fazendo o PT ao contrário”, questionou Janaína. Para a colunista Lillian Witte Fibe, “é inegável que foi um balde de água fria dentro dos convencionais, que não gostaram de diversos ângulos dela”, disse em entrevista à repórter Nicole Fusco.

Lillian também comenta como os possíveis vices ganharam visibilidade nesta eleição, ressaltando o caso do empresário Josué Gomes da Silva (PR), filho do ex-vice-presidente José de Alencar, morto em 2011. Para ela, isso se deve à indefinição das eleições deste ano. E critica: “Dá vontade de chorar ao ver que depois de todos esses anos de PT na presidência; depois de 4 anos da Lava Jato, quem esteja sendo o fiel da balança desta eleição seja uma pessoa que atende pelo nome de Valdemar com sobrenome de Costa e Neto no fim [condenado no mensalão, que comanda o PR].”

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