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‘Sim, o Diabo existe’, diz padre exorcista Rubens Miraglia

Reconhecido pelo Vaticano, o padre católico vira referência no país, dedicando-se a uma tarefa cada vez mais inacreditável no século XXI

Por Adriana Dias Lopes - Atualizado em 17 dez 2019, 14h20 - Publicado em 13 dez 2019, 15h00

Rubens Miraglia é um dos poucos especialistas da Igreja católica a falar abertamente sobre sua função. Aos 58 anos, o sacerdote tornou-se a maior referência no ritual de exorcismo no Brasil dentro da Igreja Católica. Um exorcismo pode levar de três dias, com sessões diárias, a anos, com sessões semanais.

O ritual é discreto, tem duração de trinta a cinquenta minutos e consiste basicamente em orações e invocação a Deus e a Nossa Senhora. Os instrumentos de Miraglia se resumem a um crucifixo, água benta e o livro com as regras universais do exorcismo feito na crença católica. Na sua paróquia, a Maronita Nossa Senhora do Líbano, de Bauru, no interior de São Paulo, ele executa ao menos um rito de exorcismo por mês. Dá aulas sobre o assunto a leigos e párocos.

Pessoas do país inteiro o procuram pedindo socorro. O padre atende todos, pacientemente. O motivo? Ele é o responsável pela Secretaria Linguística Portuguesa da Associação Internacional dos Exorcistas, instituição reconhecida pelo Vaticano que agrega cerca de 300 exorcistas no mundo, quinze deles no Brasil.

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