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Irmã Dulce e a multiplicação dos santos na Igreja Católica

Terceira mais rápida da história, a canonização de irmã Dulce sinaliza o esforço da Igreja Católica de reaproximação do rebanho perdido ao valorizar o básico: os princípios cristãos.

Por Da Redação - 11 out 2019, 18h02

“Beatíssimo Pai, a Santa Mãe Igreja pede a Vossa Santidade que inscreva a beata Dulce Pontes no Catálogo dos Santos e como tal seja venerada por todos os fiéis cristãos.”

Com essa frase, dita em latim, o cardeal italiano Angelo Becciu, prefeito da Congregação para a Causa dos Santos, inaugurará, no Vaticano, às 10h15 do domingo 13, um momento histórico para o catolicismo brasileiro. Em seguida, o papa Francisco dará rápida anuência, oficializando a canonização da baiana Maria Rita de Souza Brito Lopes Pontes (1914-1992), a irmã Dulce, a primeira santa nascida no Brasil. Uma relíquia será levada ao altar — fragmentos do osso da costela da freira, cuidadosamente guardados num tubo transparente, colado numa pedra ametista em formato de coração.

 

A missa, então, celebrará o nascimento de Santa Dulce dos Pobres, o epíteto pelo qual será conhecida. Em nome dos pobres e dos doentes, a mulher de 1,48 metro era gigante. Criou um dos maiores complexos de saúde do Brasil, o Hospital Santo Antônio, em Salvador, que hoje faz 3,5 milhões de procedimentos ambulatoriais por ano, gratuitamente. “Desde a morte de irmã Dulce, cerca de 13000 relatos de supostos milagres chegaram às Obras Sociais Irmã Dulce”, diz Osvaldo Gouveia, museólogo da entidade inaugurada pela freira.

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