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Dramas solitários

O paralelo entre a Aids e a Covid-19, segundo o padre que é desde 1992 o capelão do Hospital Emílio Ribas, principal centro de infectologia do Brasil

Por João Batista Jr., Da Redação - 8 jul 2020, 20h12

O padre gaúcho João Mildner dá expediente todos os dias, faça chuva ou faça sol. Seu ambiente de trabalho não é uma igreja convencional. Ele atua como capelão do Hospital Emílio Ribas desde 1992. Chegou ao principal centro de referência de infectologia do Brasil justamente no auge da epidemia da Aids. Deu a unção dos enfermos aos montes por dia. Hoje, no front da Covid-19, ele traça paralelo entre o momento atual e os anos 90: a solidão. Os pacientes travam suas batalhas sozinhos. Antes por abandono da família, hoje porque os parentes não podem ficar perto por haver o risco de contaminação.

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