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‘Acadêmicos estão distantes da escola pública’, diz Maria Helena

Segundo a ex-secretária executiva do Ministério da Educação e idealizadora do projeto, esse é o motivo pelo qual encontrou resistência dentro da academia

Por Da Redação 3 jun 2018, 09h00

“A universidade reúne pessoas qualificadas, mas que muitas vezes estão distantes da realidade da escola pública, das secretarias de educação”. É por isso, segundo a ex-secretária executiva do Ministério da Educação, socióloga e educadora Maria helena Guimarães de Castro, que ainda existe uma resistência dentro da academia à reforma do ensino médio. Ela também conta ter observado, no processo de mudança, resistência de professores que temiam ficar sem espaço, mas garante que todos poderão ser contemplados por projetos pedagógicos “criativos”.

Idealizadora do projeto, a reforma foi sancionada em fevereiro do ano passado e deve entrar em vigor até 2020. “Ela acaba com a ideia de um currículo único e engessado, pouco atraente”defendeu ela em entrevista à editora Monica Weinberg no evento Amarelas Ao Vivo, realizado na última terça-feira, em São Paulo, cujo tema era “Educação: saber é poder”.

De acordo com a especialista, o modelo em vigor é “pouco eficaz”, já que “uma pequena parcela dos estudantes deixa a escola com plena aplicação dos conhecimentos ensinados”. Segundo os cálculos de Maria Helena, 60% do currículo deverá seguir uma base comum. O restante será cumprido com disciplinas eletivas e cursos profissionalizantes. “A base envolve valores e atitudes de como combinar competências cognitivas e socioemocionais”, sintetiza.

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