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“Robin Hood: A Origem” rouba de todos e não dá nada à plateia

Acompanhe o 'Em Cartaz' dessa semana com a colunista de VEJA Isabela Boscov

Por Da Redação, Isabela Boscov
Atualizado em 29 nov 2018, 18h16 - Publicado em 29 nov 2018, 18h12

No ‘Em Cartaz’ desta semana, a colunista de VEJA Isabela Boscov comenta a nova versão de Robin Hood que chegou aos cinemas esta semana. De cara, já implico com a narração que inicia o filme dizendo que você deve esquecer tudo que sabe sobre Robin, etc. e tal: à exceção de Robin e Marian, com Sean Connery e Audrey Hepburn já maduros, praticamente todo filme e série de Robin Hood é uma história de origem – Robin de Loxley volta das Cruzadas, descobre que o xerife de Nottingham tomou-lhe tudo, junta-se ao bando de foras-da-lei da Floresta de Sherwood e passa a atormentar o xerife e a roubar dos ricos para dar aos pobres. Este filme aqui faz mais ou menos a mesma coisa: rouba de Guy Ritchie, rouba dos filmes de super-heróis, rouba de games – e continua paupérrimo, sem nada que oferecer à plateia.

A tentativa de modernizar a história é um fracasso: os figurinos e a ambientação são inexplicáveis, o penteado de Taron Egerton é um absurdo, as bolações com as armas medievais são ridículas. As lutas são mal filmadas – daquele tipo que o pessoal retalha na edição para parecerem movimentadas –, e a computação gráfica de segunda linha é cansativa. O elenco nunca consegue juntar um mínimo de convicção: nem Egerton, tão simpático e eficaz em Kingsman, nem Jamie Foxx nem muito menos Ben Mendelsohn convencem. Principalmente, o que falta a este Robin Hood (além de nexo e bom senso) é alguma alegria e traquinagem – ou, na falta destas, uma mordida mais afiada. O diretor Otto Bathurst fez coisas ótimas na TV inglesa, como os três primeiros episódios de Peaky Blinders e “Hino Nacional”, o episódio inaugural de Black Mirror. Desta vez, porém, não passou nem perto do alvo.

 

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