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‘Meu Ex É um Espião’: uma comédia quase boa

Acompanhe o 'Em Cartaz' com a colunista de VEJA Isabela Boscov, que comenta 'Meu Ex É um Espião'

Por Isabela Boscov, Da Redação Atualizado em 23 ago 2018, 15h21 - Publicado em 23 ago 2018, 15h00

Mila Kunis é ótima. É tão boa, na verdade, que é quase inteiramente por causa dela que esta comédia de mote gasto – moça descobre que o cara que acabou de dar o fora nela é um perigoso espião internacional – não descamba para a total desorganização.

Como Audrey, uma garota comum que tem de sobreviver a ondas de assassinos profissionais e agentes internacionais por causa de um rolo do ex-namorado Drew (Justin Theroux), Mila mantém o foco, a plausibilidade e sobretudo a afabilidade – com o que contrabalança até a personalidade abrasiva de Kate McKinnon, que faz a amiga inseparável de Audrey e é aquele tipo de comediante que insiste em ser a alma da festa o tempo todo.

Justin Theroux é outro ponto alto, embora tenha pouco tempo em cena. E Sam Heughan, o bonitão de Outlander, se não acrescenta muito em termos dramatúrgicos, é no mínimo uma presença agradável no filme dirigido com pisada meio dura por Susanna Fogel. No saldo final, lembra uma versão mais apressada e menos habilidosa de A Espiã que Sabia de Menos, aquela delícia com Melissa McCarthy.

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