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Carta ao Leitor com Da Redação

Carta ao Leitor: Atirar não resolve

A batalha contra a violência exige bem mais do que balas

A morte da menina Ágatha, que chocou o Brasil, parece uma fatalidade. Mas não é. A tragédia é um dos efeitos colaterais da política do “tiro na cabecinha”. Não por acaso, o governador Wilson Witzel, do Rio, onde aconteceu a tragédia, é um dos expoentes dessa ideia. Não se trata aqui de crucificar policiais como os vilões dessa história. Ao contrário. Eles têm de ser valorizados. Mas precisam de uma orientação clara: atirar é o último recurso. A prática não pode ser transformada na única política de Estado para segurança pública.

Nesta edição, VEJA detalha um dos caminhos que ajudam na luta contra o crime. Trata-se de um programa em Recife que promove uma presença maior do Estado em áreas conflagradas – e vem colhendo bons frutos no combate à bandidagem. Dizer que a polícia sairá atirando pode até trazer popularidade num primeiro momento. Mas não vai resolver o problema. A batalha contra a violência exige bem mais do que balas. Clique aqui e leia íntegra.

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  1. Sobe o morro la pra negociar com a razao entao Redacao! #naoengolimosmais

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  2. renan augusto

    Primeiramente gostaria de parabenizar o redator não apenas por sua imparcialidade mas também pela qualidade da reportagem. Acredito que o que aconteceu com a jovem Agatha não foi apenas uma mera fatalidade e que o que leva ao aumento de mortes por bala perdida esteja diretamente relacionada não apenas por conflitos entre facções ou entre criminosos e policiais mas também por abordagens erradas feitas por parte dos policiais.

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