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Estúdio VEJA com Da Redação

A economia à mercê das eleições

Como a indefinição do cenário político amedronta o mercado financeiro

access_time 8 jun 2018, 21h35 - Publicado em 8 jun 2018, 20h52

Ao contrário de eleições anteriores, a economia será importante no debate do pleito deste ano à medida que os candidatos à presidência da República mostrarem o que farão em seus governos. É o que afirma o cientista político e colunista de VEJA Sérgio Praça. “Se o Bolsonaro ganhar, o que vai acontecer com a economia? Vai ter reforma da previdência, vai ter aumento de investimento publico ou uma contenção de gastos? Vai ter reforma administrativa? São várias perguntas para as quais os candidatos precisam dar uma resposta”, diz.

“Mas nós não estamos vendo discursos claros sobre a economia”, ressalta ele. Esse é um dos motivos que levou, nesta semana, à disparada do dólar. A moeda americana chegou à maior cotação em dois anos, de 3,96 reais nesta quinta-feira. Além da indefinição no cenário eleitoral, pesa para o mercado as incertezas fiscais após a greve dos caminhoneiros — que já mostrou seus efeitos para a área econômica.

Nesta quinta-feira, um levantamento feito e divulgado pela XP Investimentos mostra que 44% dos investidores acreditam em um segundo turno entre o deputado federal Jair Bolsonaro (PSL) e Ciro Gomes (PDT), sendo que 48% veem uma vitória do ex-militar. Em abril, no entanto, a expectativa era entre Bolsonaro e o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmim (PSDB).

Por que Ciro cresceu na pesquisa? “Ele tem mais assertividade, fala mais claramente e é visto, de certa forma, como alguém novo por estar fora da Lava Jato — assim como o Bolsonaro. Talvez baste estar fora da Lava Jato para ser um outsider, de certa maneira, embora ele [Ciro Gomes] tenha uma carreira política imensa”, explica Praça.

Em relação ao ex-governador paulista, o cientista político observa que ele precisa dar explicações à população em relação ao PSDB. “Ele vai ter de explicar por que o partido dele é tão corrupto, por que quando descobriram que o Aécio [Neves], politico mais enrolado, não o expulsou. E ele não tem resposta pra isso”, diz.

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