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Em pauta com Da Redação

O movimento no Instagram que está rompendo a vitrine do corpo perfeito

O ‘Body Neutrality’ diz para as pessoas não odiarem seus corpos e as ajuda a terem uma relação neutra com ele

access_time 13 ago 2018, 09h00

As redes sociais estão repletas de perfis de mulheres saradas, estilosas e bem sucedidas, que exibem suas rotinas de treino e de alimentação diariamente. De alguns anos para cá, na contramão deste movimento, surgiu o Body Neutrality, ou Positividade Corporal, que diz para homens e, principalmente, para mulheres, que não estão dentro do padrão atual de corpo perfeito, para não odiarem seus corpos.

“Quando o movimento fitness saturou, surgiu esse movimento das pessoas que se recuperaram de transtornos alimentares e questionaram a vitrine do corpo perfeito”, explica Miriam Bottan, influencer do Instagram e do Body Neutrality, que lutou durante muitos anos contra a bulimia. “Toda essa exposição do belo, esse aspecto cultural ligado à beleza é um fator determinante que pode influenciar no desenvolvimento de distúrbios alimentares, como anorexia, bulimia e transtornos de compulsão”, diz a psiquiatra Anny Maciel a respeito das redes sociais. Ela cita alguns estudos que mostram que o Instagram é uma das piores mídias para a saúde mental de jovens.

A nutricionista Marina Nogueira diz que as pessoas que aderiram ao movimento da neutralidade corporal são aquelas que estão insatisfeitas com o próprio corpo e que sempre fizeram dieta para se encaixar no padrão. “Elas passaram a vida inteira fazendo dieta para ter um corpo X e não conseguiram ou conseguiram, mas não se mantiveram nele porque fizeram dietas que são insustentáveis a longo prazo”, diz. Ela faz um alerta: “O que é mais grave é que, hoje, se a pessoa simplesmente não está esquelética ou sarada, ela está fora do padrão.”

“O preconceito contra a pessoa gorda ainda é muito forte”, diz Miriam. Segundo ela, ao contrário do que a maioria das pessoas argumenta, não é uma preocupação com a saúde do outro. “Até porque quando eu estava com 38kg, que eu claramente estava doente, as pessoas não falavam da minha saúde”, afirma. E ela aconselha as mulheres que estão sentindo que a preocupação com o corpo já está afetando outras áreas da vida para procurarem ajuda psicológica. “A partir do momento que eu descobri que eu tinha muitas outras coisas, que eu era muitas coisas, aquilo já não foi mais tão importante. Atingir aquele corpo era muito importante no momento que eu achava que eu era só aquilo.”

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