União Europeia obriga Google a abrir Android para empresas de IA rivais
Resultado de um processo de meses da Comissão Europeia faz parte das investigações do Digital Markets Act
A União Europeia (UE) decretou nesta quinta-feira, 16, que o Google deve abrir o seu sistema operacional para celulares, o Android, para que outras empresas de IA rivais possam usar funcionalidades chave do sistema. A decisão vem após meses de investigação da Comissão Europeia, órgão regulador do bloco que procura aplicar o Digital Markets Act (DMA), legislação recente que busca tornar o mercado de tecnologia mais justo e impedir monopólios e trustes.
A decisão veio após meses de debate e vai e vem entre a Comissão e a gigante de tecnologia. Desde 2024 a Comissão tem contatado o Google e exigido que a empresa se adeque aos requisitos do Digital Markets Act, em especial por seus serviços como o Chrome, o Google Search, o Android, o Maps, entre outros, parte central do funcionamento do Android. Em janeiro de 2026, o órgão europeu divulgou pela primeira vez a conclusão de suas análises sobre a empresa, seus sistemas e o não cumprimento de partes do DMA. O órgão alega que a empresa tira a possibilidade de empresas de IA rivais, como a OpenAI, se tornarem parte dos celulares Android dos usuários, fechados para o Gemini, IA da empresa.
De acordo com a agência Reuters, o Google criticou a decisão. “A decisão de hoje diminui medidas de segurança e de privacidade vitais para milhões de europeus”, disse o advogado da empresa, Kent Walker. A Comissão agora obriga a empresa a abrir 11 funcionalidades do sistema Android para empresas de IA rivais conseguirem competir com o Gemini, ao menos na UE. Em suma, os usuários poderão, por exemplo, ativar um outro agente de IA por comando de voz a partir de julho de 2027. Até agora, a única possibilidade seria usar o Gemini. Além disso, também devem ser compartilhados com outras empresas de tecnologia dados sobre a ferramenta de pesquisa original do Google, o Google Search.
Para Henna Virkkunen, vice-presidente executiva de tecnologia da UE, “com as medidas de hoje, queremos impulsionar inovações e diversidade na União Europeia, ao permitir competição justa nos mercados de assistentes de IA para dispositivos Android e ferramentas de busca”. “Com essas medidas esperamos ver surgir alternativas ao Google Search e ao serviços de IA do Google, como o Gemini, e que usuários na UE possam aproveitar uma gama maior de serviços”, explicou.







