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União Europeia multa AliExpress em valor bilionário pela venda de produtos falsificados

A empresa não havia retirado de suas lojas produtos ilegais no bloco, segundo a Lei de Serviços Digitais

Por Lorenzo Souza Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 20 jul 2026, 15h41
União Europeia multa AliExpress em valor bilionário pela venda de produtos falsificados Priorizar nos meus resultados Google

A União Europeia enviou ao AliExpress nesta segunda-feira, 20, uma multa no valor de US$ 629 milhões (cerca de R$ 3,2 bilhões) após a empresa chinesa não retirar de suas lojas produtos considerados ilegais no bloco, como falsificações. O AliExpress declarou que vai recorrer da decisão.

A multa foi emitida pela Comissão Europeia, órgão de defesa dos interesses da UE, em concordância com a Lei de Serviços Digitais (DMA, ou Digital Markets Act). A legislação determina que as empresas avaliem os riscos relacionados à venda em suas plataformas de produtos “ilegais, perigosos ou falsificados”.

A investigação do órgão sobre o serviço chinês durou cerca de dois anos. O AliExpress havia recebido em junho de 2025 a notícia de que não tinha se adequado às determinações do bloco, e que teria até outubro para propor medidas. Se a Comissão determinasse até dezembro que eles não haviam cumprido com o requisitado, mais penalidades — como a desta semana — seriam destinadas a eles.

A chefe de tecnologia da União Europeia, Henna Virkkunen, declarou que a situação é “muito perigosa para os consumidores e injusta para empresas que cumprem com as regras”. Além disso, de acordo com a agência Reuters, ela explicou a diferença entre o serviço chinês e outros do ramo, também utilizados na Europa. O AliExpress conta com 193 milhões de usuários ativos, mais que a Shein, com 156 milhões, ou a Temu, com 130 milhões.

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A principal questão da Comissão com a plataforma foram as falhas em detectar produtos ilegais. De acordo com o órgão, o AliExpress permitiu que produtos falsificados e perigosos continuassem à venda por semanas seguidas. Além disso, afirmaram que as políticas de penalidades da plataforma não eram efetivas o suficiente, o que permitia que lojas continuassem a vender seus produtos ilegais, mesmo após serem penalizadas.

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