União Europeia multa AliExpress em valor bilionário pela venda de produtos falsificados
A empresa não havia retirado de suas lojas produtos ilegais no bloco, segundo a Lei de Serviços Digitais
A União Europeia enviou ao AliExpress nesta segunda-feira, 20, uma multa no valor de US$ 629 milhões (cerca de R$ 3,2 bilhões) após a empresa chinesa não retirar de suas lojas produtos considerados ilegais no bloco, como falsificações. O AliExpress declarou que vai recorrer da decisão.
A multa foi emitida pela Comissão Europeia, órgão de defesa dos interesses da UE, em concordância com a Lei de Serviços Digitais (DMA, ou Digital Markets Act). A legislação determina que as empresas avaliem os riscos relacionados à venda em suas plataformas de produtos “ilegais, perigosos ou falsificados”.
A investigação do órgão sobre o serviço chinês durou cerca de dois anos. O AliExpress havia recebido em junho de 2025 a notícia de que não tinha se adequado às determinações do bloco, e que teria até outubro para propor medidas. Se a Comissão determinasse até dezembro que eles não haviam cumprido com o requisitado, mais penalidades — como a desta semana — seriam destinadas a eles.
A chefe de tecnologia da União Europeia, Henna Virkkunen, declarou que a situação é “muito perigosa para os consumidores e injusta para empresas que cumprem com as regras”. Além disso, de acordo com a agência Reuters, ela explicou a diferença entre o serviço chinês e outros do ramo, também utilizados na Europa. O AliExpress conta com 193 milhões de usuários ativos, mais que a Shein, com 156 milhões, ou a Temu, com 130 milhões.
A principal questão da Comissão com a plataforma foram as falhas em detectar produtos ilegais. De acordo com o órgão, o AliExpress permitiu que produtos falsificados e perigosos continuassem à venda por semanas seguidas. Além disso, afirmaram que as políticas de penalidades da plataforma não eram efetivas o suficiente, o que permitia que lojas continuassem a vender seus produtos ilegais, mesmo após serem penalizadas.







