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Tablets: é neles que poderá ser escrito o futuro da internet móvel

Uma nova geração de aparelhos promete transformar a maneira como as pessoas vão se informar, trabalhar e divertir-se. São os tablets, pranchetas que conjugam os recursos de um computador portátil aos dos smartphones, os celulares com acesso à internet. À maneira de um iPhone, sua tela sensível ao toque (touch screen) responde ao movimento dos dedos, permitindo “folhear” páginas da internet, fotos e livros digitais. Mas esses aparelhos são maiores que iPods ou celulares, o que faz com que neles seja mais agradável ler textos longos e assistir a vídeos. Os primeiros exemplares foram apresentados na semana passada, durante a Consumer Electronics Show, em Las Vegas, a maior feira de eletrônicos do mundo.

Steve Ballmer, o presidente da Microsoft, mostrou os modelos de três fabricantes, entre eles o Archos, já à venda, e um protótipo da HP. O tablet mais aguardado, no entanto, é aquele que, dizem os rumores, deverá ser lançado pela Apple no fim do mês. “Não se ansiava tanto por uma tabuleta desde que Moisés desceu da montanha com os mandamentos”, escreveu um colunista do New York Times. Espera-se que a empresa de Steve Jobs, depois de revolucionar os celulares com o lançamento do iPhone há três anos, crie mais uma vez o aparelho de referência, com o qual todos os similares serão comparados.

Mais do que a invenção de um novo gadget, nessa disputa está em jogo a primazia no mercado de internet móvel. Um estudo recente do banco Morgan Stanley prevê que o tráfego de dados nas redes móveis deve crescer 66 vezes entre 2008 e 2013. É aí que se concentra a atenção das principais empresas do setor, sobretudo dos gigantes Microsoft, Apple e Google.

Além dos tablets, foram apresentados novos modelos de celulares e leitores de livros digitais (os e-readers) que cada vez mais possuem funções similares às dos computadores compactos. Um dia antes da abertura da feira, o Google apresentou a sua novidade: o Nexus One, um telefone celular com acesso à internet e tela touch screen que nasce com a missão de combater a liderança do iPhone. Trata-se do primeiro aparelho que será vendido pela empresa e também o primeiro que carregará a sua marca.

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