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Sucesso de startups no Brasil é questão de tempo, diz fundador do Peixe Urbano

Empresário fala sobre a Campus Party, o potencial dos campuseiros e das nascentes empresas de tecnologia do país

Por Paula Reverbel 9 fev 2012, 15h42

Com apenas 31 anos, Julio Vasconcellos, é uma espécie de ídolo para jovens empreendedores da área de tecnologia. O mesmo vale para a jovem empresa que ele fundou e comanda: com apenas dois anos de vida, o site de compras coletivas Peixe Urbano é admirado pelas inovadoras startups dentro e fora do Brasil. Já vendeu 12 milhões de cupons em 80 cidades brasileiras e é o maior serviço do segmento no país. Por isso, Vasconcellos foi convidado pelo Sebrae para palestrar a aspirantes a empreendedores na Campus Party, durante o reality show Like a Boss, que pretende lapidar e revelar talentos e negócios. Na entrevista a seguir, ele fala sobre a Campus, o potencial dos campuseiros e das startups brasileiras. E dá sua receita: “No Brasil, precisamos de mais casos de startups bem-sucedidas para estimular e ajudar outras startups.”

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O que você falou aos aspirantes a empreendedor? O Peixe Urbano se tornou uma espécie de ídolo para startups. Vim contar um pouco dessa história e falar sobre o que aprendemos neste dois de vida. A intenção é compartilhar essas experiências com as três equipes participantes do Like a Boss para que elas desfrutem do nosso aprendizado e o apliquem em suas próprias empresas.

O Peixe Urbano já tem 1.000 funcionários e recebeu aportes de investidores. Como foi esse caminho? A empresa foi criada em março de 2010 e, no fim daquele ano, já tinha 300 funcionários. Aquele começo foi a parte mais difícil, pois era um fase de estruturação. Depois, montamos uma estrutura de recursos humanos para poder fazer outras contratações e crescer na velocidade em que precisávamos. O primeiro aporte de capital vindo de investidores anjos – os primeiros a colocar dinheiro na empresa recém-criada – ocorreu em maio de 2010. Recebemos recursos de um fundo de investimentos brasileiro e de seis emprendedores de internet brasileiros e americanos muito bem-sucedidos. Desde então, outros aportes de capital foram feitos por fundos de investimentos. Eles aconteceram no final de 2010, começo de 2011 e início de 2012.

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Como o resto do mundo vê o setor de tecnologia no Brasil? Todo mundo lá fora está querendo investir em empresas do Brasil. Nossa economia vai bem, o país como um todo está crescendo, especialmente se comparado com os Estados Unidos e a Europa. A internet no Brasil está crescendo mais ainda. O e-commerce e o número de internautas têm aumentado rapidamente. Todos querem encontrar boas oportunidades para investir aqui.

Por que o Peixe Urbano prosperou enquanto outros sites de compras coletivas fecharam? Desde o começo, mantivemos foco no nosso próprio negócio, e não na concorrência. Sempre pensamos em como agregar mais valor a nossos usuários e parceiros. Com isso, aprimoramos o site. Conseguimos captar e fidelizar os usuários, fazendo com que o site cresça mais rápido do que outros serviços.

Vocês pretendem ganhar dinheiro de outra maneira além da comissão sobre vendas no site? Por ora, só pretendemos ganhar dinheiro através das vendas.

Uma questão inevitável: qual é a diferença entre o Vale do Silício e a área de tecnologia no Brasil? No Vale do Silício, existe um ecossistema de startups que se desenvolveu ao longo dos últimos vinte anos. O mercado está mais maduro: tudo aquilo que você precisa para montar uma empresa – advogados, contabilidade – está muito bem estruturado. Aqui, esse mundo de startups tem apenas dez anos. O tempo nos distancia de outros países mais adiantados. No Brasil, precisamos de mais casos de startups bem-sucedidas para estimular e ajudar outras startups. É assim que funciona no Vale do Silício.

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