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‘Song Pop’ leva velho ‘Qual é a música?’ para mundo dos games e rede social

Título conquista mais de 1 milhão de usuários em menos de um mês. Seu desafio agora é chegar ao segundo mês de vida

O novo fenômeno dos games sociais arrebanha usuários em todo o mundo repetindo a pergunta de um jogo que é mais antigo do que as redes sociais, os smartphones e a internet: qual é a música? O Song Pop desafia os participantes, reunidos aos pares, a responder qual o nome da canção reproduzida pelo programa, ou seu intérprete. Ganha quem adivinhar mais rápido. A música é retirada de uma das várias playlists acumuladas pelo aplicativo – há desde listas do bom e velho rock’n’roll até música brasileira, passando por “rap moderno”, sertanejo e funk carioca. Quem disse que seria fácil?

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Lançado no dia 29 de maio, o app – gratuito – está disponível para iPhones e iPads e também para tablets e smartphones que utilizam o sistema Android, do Google. Mas sua criadora, a FreshPlanet, uma empresa nova-iorquina especializada em jogos sociais, mostrou-se mais sagaz ao produzir uma versão para o Facebook que pode ser acessada no computador. Em apenas 20 dias, o app alcançou a marca de 1 milhão de usuários só na rede social, de acordo com levantamento do site App Data. É um feito. No Google Play, loja de aplicativos do Android, o número de downloads do jogo já superou os 100.000. No iTunes, a loja de apps da Apple, ele está entre os mais populares.

Wilson Roberto, jogador de 'Song Pop' Wilson Roberto, jogador de ‘Song Pop’

Wilson Roberto, jogador de ‘Song Pop’ (/)

“O legal é desafiar os amigos em gêneros que eles não dominam: uma playlist de heavy metal para alguém que não entende nada de metal. Eu, por exemplo, erro todas quando a lista é de ‘modern rap’.”

Wilson Roberto, 33 anos, publicitário

Carolina Razera, jogadora de 'Song Pop' Carolina Razera, jogadora de ‘Song Pop’

Carolina Razera, jogadora de ‘Song Pop’ (/)

“Nunca joguei games sociais no Facebook. Acabei me interessando pelo Song Pop porque gosto muito de música. No último mês, não desgrudei do jogo.”

Carolina Razera, 26 anos, DJ

Esse não é o primeiro gol digital de Mathieu Nouzareth, CEO da FreshPlanet. Em 2001, ele fundou o Boonty.com, um dos primeiros grandes sites de jogos casuais da internet. Para Mitikazu Koga Lisboa, diretor executivo da Hive Digital Mídia, desenvolvedora brasileira de jogos sociais, a FreshPlanet fez um ótimo trabalho ao levar para o jogo um assunto de interesse universal. “Todo mundo gosta de música. O sucesso seria o mesmo se o game fosse de cinema ou futebol”, diz. “Além disso, ao permitir a integração entre plataformas – smartphones, tablets, rede social – , ele facilita sua viralização.”

Para avançar no jogo – e ouvir mais músicas – é possível adquirir novas playlists, como as brasileiras de sertanejo ou funk carioca, usando moedas de ouro virtuais que o jogador ganha à medida que vence os desafios. Mas o jogo também aceita dinheiro de verdade – eis a inteligente mecânica de geração de receita do serviço. Os jogadores podem comprar o dinheiro virtual com cartão de crédito: 400 moedas de ouro saem por 1,99 dólar.

As faixas apresentadas no jogo também podem ser compradas no iTunes, o que sugere uma possível parceria da empresa com a Apple (procurada pela reportagem, a FreshPlanet não se pronunciou sobre o assunto). Na loja da Apple, o preço dos fonogramas varia de 0,99 a 1,29 dólar. Todas as músicas usadas no Song Pop foram licenciadas. Para isso, a FreshPlanet fechou acordos com a BMI, Ascap e SoundExchange, companhias especializadas em gerenciamento de direitos autorais.

Se o sucesso vem rápido… O desafio do Song Pop agora é evitar o destino de jogos sociais como o Draw Something, que ascendeu rapidamente, mas que já sofre com perda considerável de usuários. Há uma razão para isso. “Por serem tão simples, esses jogos não permitem muita inovação, vital para a sobrevida de games”, diz Daniel Trócoli, executivo do setor de jogos sociais no Brasil. Ronaldo Bastos, vice-presidente de vendas do Click Jogos, um dos maiores sites de games casuais do país, é menos pessimista: “É certo que a onda vai passar, mas o Song Pop não vai sumir. Ele mistura música, rede social e desafio: é uma receita perfeita.”

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