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Smartphones: marcas chinesas focam em medianos para conquistar brasileiros

Lançamentos da Xiaomi e Huawei de preços intermediários chegam com recursos atraentes para o mercado nacional

Por André Lopes - Atualizado em 15 May 2020, 15h21 - Publicado em 13 May 2020, 20h11

Quando se trata de smartphones com sistema Android, não faltam modelos na hora de escolher. É comum que as fabricantes optem por linhas de produtos que se dividem, em alguns casos, em até uma dezena de aparelhos, que aglomeram uma leva de diferenças na fabricação. Por isso, no momento de escolher, os consumidores iniciam uma verdadeira jornada de compra para aferir a melhor opção entre as várias letras do alfabeto — vide os apostos Lite, S, A, T — que se somam ao nome de diferentes dispositivos, e que escondem ali os diferenciais dos produtos. E não por acaso, essa é uma estratégia de produção na qual os chineses nadam de braçada. São eles os responsáveis por inundar o mercado internacional todos os anos com modelos, na maioria das vezes, com tecnologias das mais inovadoras, ainda que não consolidadas, e acabam por vencer marcas tidas com mais tradicionais por incluir uma ou outra tecnologia, digamos assim, mais premium, em aparelhos que se saem melhor no custo-benefício.

Com o tempo, essa característica atraiu a atenção dos brasileiros, e, ao levar em conta que desde março do ano passado se deu o início das operações de gigantes como Xiaomi e Huawei por aqui, com direito a lojas em shoppings, é de se esperar que as marcas estejam empenhadas em conquistar esses usuários. A reportagem de Veja testou dois recentes lançamentos das duas empresas chinesas, ambos lançados no país recentemente. No caso da Xiaomi, trata-se da Redmi Note 9S, a evolução espiritual do best-seller Redmi 8, que já vendeu mais de 40 milhões de unidades. Da Huawei, é o modelo Nova 5T, que chegou no país com a loja de aplicativos do Google, mas que não está presente quando vendido no mercado cinza. Abaixo você confere as impressões dos dispositivos:

Redmi Note 9S

Anunciado em um momento complicado da economia global, o Redmi Note 9S não é o mais barato dos smartphones, mas apresenta recursos bem interessantes, entre eles: processador Snapdragon 720G, sistema de quatro câmeras traseiras, bateria de 5020 mAh com carregamento rápido de 18W e tela IPS de 6,67 polegadas. Em versões de 4 GB de RAM e 64 GB de armazenamento (R$ 2.799) e 6 GB com 128 GB de armazenamento (R$ 2.999). Toda essa configuração é capaz de rodar jogos pesados e entregarem sem sufoco ações de multitarefa.

De construção bem-acabada, a tela gigante ainda sim encaixa bem na palma e a traseira (em Gorilla Glass 5) e cantos abaulados facilitam para que mãos pequenas alcancem o painel todo na parte inferior. O desbloqueio do aparelho não vai agradar a todos. Com o leitor de digitais localizado na lateral direita, fica difícil para canhotos terem acesso rápido ao botão. O seu peso de 209g deve-se, sobretudo, pelo conjunto de câmeras que acaba por concentrar o equilíbrio da empunhadura no topo do aparelho.

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Na parte traseira há um sistema de quatro câmeras. A principal de 48 MP e abertura focal de f/1.8, o que mesmo assim não segura boas fotos em ambientes de pouca luminosidade. A segunda câmera é uma ultra-wide (para paisagens ou colocar mais pessoas na foto) com 8 MP e abertura de f/2.2. A terceira é uma lente de profundidade, com 2 MP e abertura f/2.4 que, em conjunto com a principal, consegue obter o efeito de desfoque de fundo em relação ao objeto ou pessoa. A quarta câmera usa uma lente de macro, para tirar fotos de detalhes muito nítidos de objetos bem próximos à lente. Ela tem 5 MP e abertura f/2.4. Como dito antes, mesmo na maior abertura, não se obtêm boas fotos no escuro, a falta de um estabilizador ótico também mina qualquer tentativa. Aparentemente, é uma limitação de hardware.

Na bateria, está o maior atrativo do Note 9S. Os 5.020 mAh, são acima da média de telefones da mesma categoria, e, durante os testes da reportagem, suportaram um dia todo de uso intenso. O ponto negativo ficar pelo carregador de 18 watts que só entrega cargas acima de 50% após 40 minutos na tomada. É o custo ao optar por uma bateria tão grande.

Nova 5T

Depois da reestrear no país com os modelos P30 e P30 Pro, os topos de linha da companhia, no final de abril a gigante Huawei optou por entrar na faixa dos intermediários que trazem um algo a mais no pacote. Por isso o Nova 5T vem equipado com um processador HiSilicon Kirin 980 de oito núcleos, 8 GB de memória RAM, 128 GB de armazenamento interno, além de duas NPUs (unidade de processamento neural) trabalhando juntas para aprimorar o desempenho do dispositivo, tudo por 2.699 reais.

Na questão visual, o Huawei Nova 5T lembra um pouco os outros aparelhos da marca que foram lançados no Brasil e adota materiais premium para seu acabamento. Assim, tanto a parte frontal quanto a parte traseira do aparelho são de vidro, em uma lamina chapada sem arredondamentos. Igualmente ao aparelho da Xiaomi, o Nova 5T recebeu o mesmo desbloqueio na lateral, mas nesse caso um pouco mais abaixo do que a localização do concorrente.

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Com foco em inteligência artificial (IA), o Nova 5T é equipado com um conjunto quádruplo de câmeras, sendo uma principal de 48 MP, com abertura de f/1.8, uma ultra grande-angular de 16 MP com f/2.2, uma macro de 2 MP com f/2.4 e a última tem 2 MP destinada à noção de profundidade. Já a câmera frontal possui 32 MP e também traz recursos de IA. Diferente do concorrente Note 9S, as lentes da Huawei se dão bem em ambiente noturno. Uma compensação de software reduzi ruídos e entrega boas fotos sem que o usuário tenha que prender a respiração para faze-las.

Em relação à bateria, são 3.750 mAh, que chegam até o final do dia sem grandes manejos, e com suporte para carregamento rápido de 22,5 W, que nos testes de VEJA entregou uma recarrega de 50% em 30 minutos.

 

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