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Sete erros que o Twitter deveria corrigir já

Por Paula Reverbel e James Della Valle 8 abr 2011, 23h56

Todo dia, 500.000 novas contas são criadas no Twitter e 140 milhões de tuítes são publicados. Apesar da grande adesão, o serviço está longe da perfeição. Passados cinco anos, atualizações quase mensais ainda não resolveram antigos defeitos da ferramenta mais popular de microblog. Verdade seja dita: a empresa corre para melhorar a qualidade dos seus serviços. Mas o esforço nem sempre sai à altura: nesta semana, a rede implementou o novo desenho de sua página principal, e, ao fazê-lo, o sistema caiu. Confira abaixo sete melhorias que o serviço continua devendo:

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1. Instabilidade

O Twitter já existe há cinco anos, mas seus servidores continuam instáveis. Frequentemente os usuários se queixem de lentidão ou se deparam com a famigerada baleia suspensa por passarinhos e o aviso de que a demanda superou a capacidade do Twitter. Os problemas de acesso também afetam outros programas que as pessoas usam para acompanhar a rede social, como o Twitter Fox, Hootsuite, Tweetdeck e Twitterfeed. Existem diversos esforços do microblog para amenizar tais interrupções no serviço, mas o principal problema enfrentado pela rede é o crescente número de usuários que ingressam mensalmente na página. O alto volume de conexões requer atualização constante da estrutura de rede, o que já foi feito em 2010.

2. Retuíte

No final de 2009, o Twitter lançou uma ferramenta específica para o retuíte. Mas ainda hoje a ferramenta tem um grave defeito: não permite acrescentar comentários. Quando a intenção é postar uma nota junto com a mensagem original, a única opção continua sendo copiar e colar o tweet que será reproduzido, citar o autor e aí sim publicá-lo. Apesar dos protestos constantes, nada foi feito até o momento para alterar a funcionalidade do recurso, o que mostra que a administração do microblog deve estar “satisfeita” com o seu desempenho.

3. Linguagem

O internauta brasileiro é um dos mais ativos do serviço – “CALA BOCA GALVAO”, “Dunga”, “Dilma” e “Felipe Melo” foram alguns dos assuntos mais comentados de 2010 -, mas o Twitter não tem versão em português. A rede oferece apenas sete opções de idioma: inglês, espanhol, italiano, coreano, francês, alemão e japonês. Já o Facebook fala 71 línguas, incluindo “inglês de ponta-cabeça” e “inglês pirata”. O microblog abriga profissionais brasileiros que, teoricamente, deveriam auxiliar no processo de tradução. Infelizmente, não existe ainda previsão para que isso aconteça.

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4. Histórico

É cada vez mais difícil encontrar tweets antigos. Ao tentar procurar citações no serviço de microblog, o usuário nota que a rede social só exibe posts das últimas semanas ou meses. Pior: quando o usuário faz uma busca por palavras, só encontra resultados da mesma semana. O Twitter já avisou que apaga as mensagens mais antigas, mas sem informar seus critérios ou políticas. Apesar disso, usuários podem utilizar serviços de busca externa para ajudá-los na busca.

5. Trending Topics

A lista dos Trending Topics frequentemente apresenta termos que a maioria das pessoas não sabe o que são e nem por que estão sendo comentados. Neste momento, por exemplo, são ‘tendências’: Jersey Shore Reunion, ZameronIsSassy e #noonecares. Falta ao Twitter uma ferramenta colaborativa que permita aos usuários contribuir com explicações, à maneira da Wikipedia, serviço hoje feito pelo site WhatTheTrend.

6. Aplicativo para Android

Há um mês, o Twitter reformulou o seu aplicativo para o sistema Android, do Google. Apesar das melhorias, o novo app pode deixar as pessoas confusas: ao entrar no programa, você se depara, não com os tweets mais recentes, como na página do Twitter, mas com os últimos que você leu. Para ver os últimos posts, é necessário rolar a lista de mensagens. Mais uma vez, apesar das críticas, a companhia não apresentou uma solução para o problema. A melhor opção para os usuários é utilizar a versão móvel do site, que pode ser acessada a partir de qualquer celular através do endereço: m.twitter.com.

7. Comunicação

Hoje, a melhor forma de obter informações sobre o que acontece no microblog é seguir as contas oficiais do próprio Twitter. O problema é que elas não são extensivamente divulgadas, o que deixa muitos usuários no escuro. O exemplo mais recente foi a mudança na página principal do serviço que, após apresentar diversos problemas, levou os administradores do site a reverter o desenho oficial do site para uma versão mais antiga, sem explicações claras aos visitantes. Além do blog e das contas oficiais, não existe uma área de avisos detalhando os problemas enfrentados pelo sistema.

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