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‘Sem sentido’, diz primeiro-ministro australiano após ser acusado de esconder vazamento causado por IA

Oposição ao governo de Anthony Albanese na Austrália o acusa de adiar anúncio até o momento da assembleia da ONU

Por Lorenzo Souza Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 25 set 2026, 16h31
‘Sem sentido’, diz primeiro-ministro australiano após ser acusado de esconder vazamento causado por IA Priorize VEJA no Google

Na última quarta-feira, 23, durante a assembleia da Organização das Nações Unidas (ONU) em Nova York, o primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, revelou ao mundo o primeiro caso inédito de ameaça da Inteligência Artificial (IA) a governos. De acordo com ele, agentes da OpenAI, criadora do ChatGPT, teriam invadido um sistema governamental e tido acesso a um banco de dados de saúde do país. Agora, ministros do país afirmam que a lei poderá ser modificada se não for capaz de conter responder à altura. 

O primeiro-ministro australiano Anthony Albanese divulgou o caso pela primeira vez durante sua fala no púlpito da Assembleia Geral da ONU. O sistema governamental invadido por agentes de IA foi o conjunto de relatórios de estatísticas do Medicare, sistema de saúde da Austrália. A oposição de Albanese no país tem acusado o político de segurar a informação para revelá-la durante a assembleia em Nova York. Ele já declarou à imprensa internacional que a acusação é “sem sentido”, e que havia sido informado da situação quando já estava em Nova York.

Outros funcionários de seu governo admitem terem recebido a informação da invasão dias antes do anúncio. Katy Gallagher, ministra dos serviços governamentais, afirmou ter sido informada em 17 de setembro e que repassou o caso ao primeiro-ministro entre o dia seguinte, 18, e dia 19 de setembro. “Imagine se disséssemos que houve um vazamento de dados, mas não sabemos o que foi vazado, se suas informações pessoais estão por aí, isso teria criado uma grande ansiedade desnecessária”, explicou Albanese.

A agência de inteligência australiana, a Australian Signals Directorate, fará uma revisão da situação e apontará ao governo se há a necessidade de mudanças legislativas para conseguir uma resposta à altura do caso. De acordo com Albanese, foi um agente da OpenAI que invadiu o site que continha os relatórios do Medicare, além de outros três sistemas governamentais em junho. Nesta sexta-feira, 25, o ministro do Meio Ambiente australiano afirmou que, “se as leis atuais não conseguem encostar nas empresas de tecnologia, elas precisam de atualizações”. 

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Um dos grandes debates entre as lideranças do governo está em como as leis australianas devem ser modificadas. Os agentes de IA agem de forma “individual” e proativa, mas ainda são produtos de uma empresa de tecnologia. O foco da acusação, dentro do contexto de um processo, é a dúvida geral. Não haveria como acusar e condenar um agente de IA, mas ao mesmo tempo, a empresa não utilizou da própria tecnologia diretamente para causar o fato.

Em resposta ao caso, o porta-voz da OpenAI, Drew Pusateri, explicou na última quinta-feira, 24, que a empresa conduzia uma revisão extensa de atividades fora de alinhamento de modelos durante o treinamento e avaliações, e que a empresa notifica organizações de fora quando identifica um potencial impacto aos sistemas durante as revisões. 

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Pusateri confirmou ao Guardian que a OpenAI identificou atividades em diversos sites australianos, e que os modelos da empresa “tentaram procurar por respostas e estatísticas disponíveis sobre questões relacionadas à Austrália durante testes internos.

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