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Seis dicas para usar redes Wi-Fi abertas com segurança

Redes sem senha espalhadas pelo país facilitam acesso à internet, mas quando mal usadas representam perigo à privacidade e ao bolso dos usuários

Por Renata Honorato 22 out 2014, 11h40

A internet móvel caiu e tudo o que você precisa é acessar um app de mapas para traçar uma rota. O instinto natural de qualquer usuário é ligar o Wi-Fi do smartphone e buscar uma rede aberta. A pesquisa inocente, contudo, pode acabar em cilada. É por meio dessas redes sem senha que crackers roubam informações pessoais, como senhas de banco e, eventualmente, até fotos comprometedoras armazenadas no celular ou em serviços na nuvem, como Google Drive, OneDrive, iCloud ou Dropbox. Para evitar problemas futuros é preciso ficar atento às fraudes.

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Segundo a Kaspersky, desenvolvedora de softwares de segurança, 70% dos donos de tablets e 53% dos usuários de smartphones, nos Estados Unidos, afirmaram se conectar a pontos de acesso (hotspots) públicos. No Brasil não é diferente. Em pesquisa recente, a Symantec, companhia de segurança digital, afirmou que mais de 61% dos brasileiros se conectaram a redes abertas no país em 2013. “As pessoas precisam saber que em um Wi-Fi aberto a navegação na internet requer cautelas”, explica Andre Carrareto, especialista em segurança da companhia.

Uma rede aberta pode ser acessada por qualquer usuário e é aí que está o perigo. Se o Wi-Fi não for bem configurado pelo dono do hotspot, um cracker, que possui profundos conhecimentos de tecnologia, pode aproveitar o tráfego intenso de informações para roubar as informações que lhe convém. “Um criminoso pode explorar vulnerabilidades e ter acesso a senhas de e-mail e dados bancários”, afirma Almir Meira Alves, coordenador do curso de engenharia da computação da Faculdade de Informática e Administração Paulista (Fiap).

Para garantir a sua segurança, o usuário deve desconfiar das redes abertas. Em alguns casos, até os nomes são forjados para enganar as pessoas. Criminosos podem criar hotspots falsos usando o nome de um restaurante ou museu no intuito de “fisgar” vítimas. Ao acessar essas redes, a atividade do usuário passa a ser monitorada por um terceiro. “O criminoso pode até ter acesso aos arquivos do smartphone ou tablet conectado à rede”, explica o acadêmico.

A oferta de Wi-Fi aberto e gratuito não para de crescer no país. Em São Paulo, por exemplo, a Prefeitura anunciou recentemente que ônibus que passarão a oferecer o benefício aos passageiros. Outro projeto chamado Wi-Fi Livre SP pretende conectar 120 praças e locais públicos, como museus, em 96 distritos da capital. O acesso já está operando em 37 lugares da cidade. O investimento no serviço foi de 27,6 milhões de reais.

Confira na lista a seguir como explorar esses recursos sem comprometer a privacidade e, é claro, o bolso:

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