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São Paulo inaugura centro para multiplicar a inovação

Espaço de coworking criado pelo Itaú e pela RedPoint eventures vai reunir startups, investidores, pesquisadores e grandes empresas

Os espaços de coworking vêm ganhando impulso em grandes cidades brasileiras há pelo menos uma década. A ideia é reduzir custos (rachar aluguel ajuda as empresas nascentes…) e, não menos importante, promover trocas produtivas entre empresas e profissionais. São Paulo inaugura oficialmente nesta quinta-feira um espaço que pretende potencializar essas trocas e, assim, fomentar os negócios e a inovação. Chama-se Cubo, uma iniciativa bancada pelo Itaú e pela RedPoint eventures, empresa de capital de risco com foco em internet.

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Durante todo o dia, o local, um charmoso edifício de cinco andares da Vila Olímpia, na zona sul paulistana, vai servir um aperitivo do que pretende ser o Cubo no dia a dia: um ponto de encontro dos vários atores que cooperam para os negócios e a inovação. Um catalizador, portanto. Haverá palestras de gente do calibre de Romero Rodrigues, fundador do Buscapé, Andy Rubin, criador do sistema operacional Android, e Jeff Brody, sócio da Redpoint eventures, além de apresentações para investidores e empreendedores e, é claro, “pitchs” de startups – razão de ser e futuras ocupantes do Cubo.

Há lugar para 250 profissionais no local, que conta com espaços para estações de trabalho, salas de reunião e também auditório para mais 130 pessoas. As 38 primeiras startups que ocuparão o local foram escolhidas entre mais de 300 avaliadas por um conselho formado pelo Itaú, RedPoint eventures e a direção do Cubo, a cargo de Flavio Pripas, fundador do Fashion.me. Mais doze startups devem se juntar ao grupo. As selecionadas vão pagar uma taxa pelo uso do espaço de coworking. Isso porque o bem mais precioso que o Cubo quer oferecer não é a rede física, mas a humana.

“Queremos trazer só os melhores”, explica Erica Jannini, superintendente de gestão de TI do Itaú, sobre o critério de escolha dos empreendimentos e empreendedores. “É isso que nos permitirá agregar muito mais valor do que um espaço de coworking normal: a qualidade das pessoas.”

Os “melhores” também são recrutados entre os demais atores dos negócios e da inovação: mentores, investidores, pesquisadores acadêmicos e funcionários de corporações estabelecidas serão visitantes frequentes do Cubo e interlocutores das startups. “Podemos usar a rede de colaboradores do Itaú, trazer mentores, executivos e também atrair investidores”, diz Erica.

A RedPoint eventures fará o mesmo com sua rede de contatos. “Com um ecossistema mais robusto, veremos cada vez mais e melhores empreendedores e startups. Para um fundo isso é fantástico, pois tudo o que queremos é investir em mais empreendedores e empresas incríveis”, afirma Manoel Lemos, sócio da RedPoint eventures. “Para os empreendedores, o mais significativo é o fato de ele estar no epicentro do empreendedorismo tecnológico no Brasil, num ambiente que estará repleto de conteúdo e eventos o tempo todo. A idéia é que o Cubo seja o mais aberta e agnóstica possível, pois só assim criaremos o tipo de ambiente que vemos nos grandes hubs como o Vale do Silício.”

A executivam do Itaú aposta que o aprendizado acontecerá de lado a lado, e não apenas do lado das empresas nascentes. “Também queremos aprender com a cultura das startups, sua agilidade e capacidade de fazer a gestão da escassez. Todos precisamos disso.”