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Radiotelescópio começa a investigar o outro lado da Lua

Aparelho holandês-chinês foi enviado ao espaço no ano passado, mas só começou a operar no fim de novembro deste ano

Por Sabrina Brito - Atualizado em 5 Dec 2019, 15h42 - Publicado em 5 Dec 2019, 14h50

De forma inédita, um radiotelescópio espacial está colhendo informações do lado escuro da Lua. Fruto de uma parceria entre China e Holanda, o aparelho foi colocado dentro de um satélite de comunicação chinês chamado Queqiao e lançado ao espaço em maio do ano passado. No entanto, até agora, ele estava desligado.

O satélite foi lançado durante a missão Chang’e 4, primeira a aterrissar de forma segura no outro lado da Lua. O radiotelescópio se encontra a aproximadamente 450 mil quilômetros da Terra, e foi enviado a um ponto cuja órbita garantirá que ele nunca fique entre a Terra e a Lua, e sim sempre atrás do astro, do ponto de vista terrestre.

Até o último dia 26, era esperado que o aparelho holandês-chinês ficasse inativo por mais muitos meses. No entanto, foi anunciado o desdobramento de três antenas para fora do satélite, as quais realizarão varreduras no espaço livre da interferência da nossa atmosfera.

A expectativa é de que o radiotelescópio seja capaz de captar sinais de rádio muito fracos. Para isso, ele conta com três antenas de 5 metros cada, as quais funcionam na faixa de 80 kHz a 80 MHz. Os cientistas esperam capturar sinais que revelem segredos sobre a “Idade das Trevas” do universo, ou seja, o período que seguiu imediatamente o Big Bang e sobre o qual temos pouquíssimas informação.

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Os dados capturados poderão iluminar o conhecimento sobre o surgimento das primeiras estrelas e galáxias, além de elucidar a natureza da matéria escura. Assim, pode caber ao radiotelescópio a complexa e importante missão de nos fornecer novos dados sobre o estado inicial do universo.

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