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Quem busca amor na internet tem mais chance de sofrer fraudes

Segundo o FBI, golpes em corações solitários foram os principais impulsionadores dos cibercrimes em 2014

Por Da Redação 26 Maio 2015, 17h27

Em seu relatório anual de fraudes online, o Centro de Denúncias de Crimes Cibernéticos dos Estados Unidos, o IC3, mostrou que, só em 2014, as perdas financeiras consequentes dos cibercrimes chegaram a 800 milhões de dólares. E quem são as maiores vítimas? Mulheres que procuram por um romance em sites de relacionamento.

De acordo com o IC3, os impostores usam disfarces – na maioria das vezes, fingem que são membros das Forças Armadas – para simular que estão atrás de um romance em sites de relacionamento e em mídias sociais. As mulheres são mais propensas a serem alvos do que os homens. O relatório mostrou que cerca de 70% das mulheres cadastradas em sites e apps de relacionamento já sofreram com esse “amor bandido”.

Para os farsantes ficou ainda mais fácil enganar usuários na era das redes sociais. Os criminosos entram nos sites e usam textos bem ensaiados para atraírem as vítimas, que muitas vezes caem no golpe. O relatório mostrou que 12% de todas as denúncias de fraudes virtuais do ano passado tiveram origem em mídias sociais como o Facebook. Um salto de mais de 400% em apenas cinco anos.

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Para o IC3, na maioria dos casos as informações pessoais das vítimas foram exploradas por meio de contas invadidas ou falsas e por engenharia social – técnica pela qual criminosos persuadem pessoas a clicarem em links perigosos, como falsos botões de ‘curtir’ e ‘compartilhar’, levando usuários a sites que injetam vírus em seus computadores.

Mas, segundo o Centro Nacional de Crimes de Colarinho Branco (NW3C), órgão que coordena o IC3 em conjunto com o FBI, o valor de 800 milhões de dólares não é a perda real em fraudes online. Para os especialistas, o custo aos moradores dos Estados Unidos e às empresas é muito maior, de cerca de 3,5 bilhões de dólares ao ano, pois muitas empresas e pessoas não assumem que foram enganados e não relatam a quantia de dinheiro perdido.

Além disso, o IC3 citou um aumento acentuado da criminalidade associada a moedas virtuais, como o bitcoin, o litecoin e o peercoin. Na análise do levantamento, a popularização desse tipo de dinheiro abriu portas para os criminosos testarem novas formas de fraudar milhões de vítimas no mundo todo.

(Da redação)

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