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Queda na receita está na raiz da ação contra Facebook

Aumento de acessos via celular teria redundado em queda em anúncios. O fato teria sido omitido pela empresa, acusam pequenos acionistas

Por Da Redação - 23 maio 2012, 16h49

Historicamente, a principal fonte de renda do Facebook são os anúncios exibidos nas páginas e perfis de seus usuários. Ocorre que, nos últimos meses, o número de acessos à rede proveniente de aplicativos para dispositivos móveis, que não contêm anúncios, ganhou terreno em relação aos acessos feitos a partir de computadores. A consequência disso é que a receita do Facebook caiu. Eis a razão do problema que a rede enfrenta agora, quando acionistas a acusam de não haver dado publicidade ao fato antes da abertura de capital na bolsa de valores, ocorrida na última sexta-feira.

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“No momento de sua estreia na bolsa, o Facebook estava passando por uma severa e prenunciada redução no crescimento de suas receitas. A causa foi o aumento dos usuários de sua aplicação na web através dos dispositivos móveis no lugar de computadores tradicionais”, cita trecho do processo. Outra passagem do documento afirma que a rede social e os bancos investidores “reduziram suas previsões de rendimento do Facebook relativas ao segundo trimestre e ao ano como um todo”. No entanto, acrescenta o documento, “a informação não foi compartilhada com todos os investidores, mas seletivamente revelada a alguns”.

A falta de transparência entre empresa e potenciais acionistas motivou o processo aberto nesta quarta-feira no Tribunal do Distrito Sul de Nova York. São acusados de comportamento impróprio o próprio Facebook e também Mark Zuckerberg, criador e CEO da rede, e os bancos JPMorgan Chase e Goldman Sachs, entre outros, que coordenaram a IPO, oferta inicial da ações na bolsa. Eles são acusados de omitir os informações sobre a saúde financeira da rede.

As suspeitas em torno do Facebook fez que com o valor dos papéis da empresa na bolsa caísse até 18,4% em apenas três dias. A queda, segundo estimativas, pode ter provocado uma perda de 2,5 bilhões de dólares por parte de investidores. As ações se mantém estáveis no momento, com um valor médio de 31,66 dólares, ante os 38,25 dólares registrados durante o primeiro dia da oferta.

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De acordo com as primeiras informações, Zuckerberg e o diretor financeiro da rede, David Ebersman, além de outros membros do conselho de administração da empresa, serão investigados pelas autoridades americanas.

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(Com agências internacionais)

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