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Quatro gigantes da tecnologia que nunca deram lucro

Criado há nove anos, o Uber nunca apresentou um balanço anual positivo

Tesla

Quinze anos depois de sua fundação e oito após abrir o capital na bolsa, a fabricante de carros elétricos de Elon Musk ainda não se tornou lucrativa, mesmo tendo um valor de mercado de 60 bilhões de dólares. Seu último balanço anual, de 2017, apontava perdas de 2,2 bilhões de dólares, em decorrência dos altos custos de produção e da baixa escala de fabricação de carros.

Dropbox

Com investimentos altos em segurança da informação e equipamentos, a empresa de armazenamento de dados na nuvem, criada há onze anos, não consegue operar no azul. Apesar de seus 12 milhões de assinantes, em 2017 perdeu 111 milhões de dólares. Ao abrir o capital na Nasdaq, em março de 2018, reconheceu que poderá “não ser capaz de atingir ou manter lucratividade”.

Uber

O aplicativo de transporte criado há nove anos foi avaliado em até 120 bilhões de dólares mas nunca apresentou um balanço anual lucrativo. Em 2017, as perdas foram de 4,5 bilhões de dólares. Embora tenha viabilizado a criação de um meio de transporte hoje popular em 65 países, a Uber ainda não foi capaz de bancar investimentos em tecnologia com os ganhos sobre as tarifas das corridas.

Spotify

Mesmo com 87 milhões de assinantes e receitas de publicidade veiculada em sua plataforma, o serviço de streaming nunca operou no azul e registrou perda anual de 1,5 bilhão de dólares em 2017. Os resultados obtidos com assinaturas e propaganda não fazem frente aos custos com tecnologia, marketing e royalties pagos aos artistas presentes em sua base de músicas.

Publicado em VEJA de 28 de novembro de 2018, edição nº 2610