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Pesquisador usa Facebook para identificar 5.000 peixes

Cientista recorre à rede de amigos especialistas e consegue fazer uma espécie de censo das espécies de peixes

Por Da Redação 15 Maio 2011, 12h17

Um cientista da Universidade de Toronto, no Canadá, descobriu uma forma inovadora de usar a maior rede social do mundo, o Facebook, a serviço da ciência. Tirando vantagem da rede de amigos pesquisadores, o doutorando em Ictiologia – o estudo dos peixes – Devin Bloom fez uma espécie de censo para descobrir quais espécies de peixes vivem no rio Cuyuni, na Guiana.

Bloom e o resto da equipe de pesquisadores gastaram duas semanas recolhendo o maior número de espécies possível no rio Cuyuni. Para ganhar tempo, os pesquisadores dormiam na beira do rio, em acampamentos improvisados. O esforço valeu a pena: os cientistas conseguiram recolher mais de 5.000 peixes diferentes.

Só que a missão bem sucedida também trouxe um grande problema. Os peixes precisavam ser levados até o Canadá para que o registro detalhado de cada espécie fosse realizado. Porém, para retirar os peixes do país, os pesquisadores precisavam identificar de antemão as espécies e entregar um relatório detalhado para o governo local. Como a equipe precisava voltar ao Canadá o mais rápido possível, eles tinham apenas alguns dias para identificar milhares de espécies.

Rede de especialistas – Foi então que Bloom sugeriu que os cientistas utilizassem o Facebook. Os pesquisadores enviaram as fotos de cada uma das espécies para a rede social e em menos de 24 horas os amigos do grupo – vários doutores em Ictiologia e especialistas em identificação de peixes – identificaram quase todas as espécies. Com 5.000 identificações em mãos, a equipe conseguiu entregar os resultados para o governo da Guiana e seguir de volta ao Canadá a tempo.

A maneira inovadora como a equipe utilizou o Facebook para reunir informações científicas pode mudar a forma como acadêmicos percebem as redes sociais. Certamente mudou a opinião de Bloom em relação às ferramentas online. “As redes sociais são tão poderosas”, disse em entrevista ao site Scienceblog. “Cientistas deveriam usá-las mais para se conectar com o mundo”.

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