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Peixe Urbano Delivery é comprado pela HelloFood

Com a aquisição, terceira neste ano, plataforma de delivery on-line global passa a oferecer um catálogo de 2 000 restaurantes

Por Renata Honorato - 16 set 2013, 10h01

A plataforma de delivery HelloFood anunciou nesta segunda-feira a compra do serviço Peixe Urbano Delivery, divisão da empresa Peixe Urbano, especializada em compras coletivas. O valor da transação não foi divulgado pelas companhias. A HelloFood atua em 28 países. A operação começou em 2012, na Malásia, e neste ano se expandiu para a América Latina, com foco no Brasil. A expectativa é fechar o ano de 2013 com uma base de 3 000 restaurantes.

A aquisição faz parte da estratégia da HelloFood, que pertence à venture capital alemã Rocket Internet, proprietária também da loja on-line Dafiti e do aplicativo Easy Taxi. A Rocket é especializada em copiar modelos americanos bem-sucedidos e aplicá-los em mercados emergentes.

Em agosto, a empresa comprou outros dois concorrentes: o Jánamesa e o MegaMenu. Com as três aquisições, o HelloFood passa a reunir em sua plataforma 2 000 estabelecimentos.

Segundo Emerson Calegaretti, cofundador da companhia no Brasil, a maneira mais rápida de crescer é justamente comprando outras empresas do segmento. “Isso nos dá mais velocidade na execução dos negócios e permite que tenhamos mais restaurantes em nossa base de dados”, diz.

A receita da empresa é proveniente da cobrança de uma porcentagem sobre cada transação feita a partir do site. O usuário não paga para usar o serviço, mas o restaurante repassa a comissão à plataforma, que varia de acordo com o porte do estabelecimento.

Com a aquisição do Peixe Urbano Delivery, o HelloFood ganha penetração em São Paulo, Rio de Janeiro e Campinas. A marca, no entanto, já está com os dias contados. De acordo com Marcelo Ferreira, o outro cofundador da empresa no país, todas as companhias compradas recentemente passarão por um processo de unificação de identidade e farão parte do guarda-chuva HelloFood.

Para ganhar relevância no mercado brasileiro, a empresa se concentrará em ações de marketing e publicidade. “O volume de pedidos de comida on-line ainda é pequeno. Somente usuários ‘heavy user’ têm isso como hábito. A expectativa, no entanto, é que em três ou quatro anos esse tipo de transação seja tão popular quanto a compra de passagens aéreas”, afirma Ferreira.

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