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Para ser liberado nos EUA TikTok coloca operação fora da China à venda

Pressão do presidente Donald Trump sob a ByteDance, que controla o app, surtiu efeito

Por André Lopes - Atualizado em 2 ago 2020, 11h48 - Publicado em 2 ago 2020, 07h23

A ByteDance, proprietária da rede social TikTok, estaria disposta a negociar o comando das operações de fora da China do popular aplicativo de vídeo, numa tentativa de evitar que os negócios sejam proibidos pelo governo Trump, informou o jornal americano New York Times, no sábado (1). Em resumo: o app está à venda. 

Na rede social, após o presidente Trump dizer na sexta-feira (31) que estava considerando banir o serviço do país, os usuários já davam como certo o fim do acesso à plataforma. Há cerca de um mês, já se via o clima de despedida nos posts feitos na rede social, com os maiores influenciadores do app investindo na migração do público conquistado para Instagram. 

A justificativa para a censura do TikTok vem, sobretudo, de uma alegação de autoridades da Casa Branca de que o aplicativo pode representar uma ameaça à segurança nacional por conta de sua origem chinesa. A Índia, um dos maiores mercados do TikTok, mas que tem uma série de rusgas com a China, proibiu o aplicativo em junho citando preocupações com sua segurança digital. Isso ajudou o governo Trump a considerar com maior urgência se o TikTok também deveria ser restringido nos Estados Unidos.

A ByteDance já havia procurado manter uma participação minoritária nas operações americanas do TikTok, e agora entram na lista de opções a transferência do controle do app para empresas americanas como a Microsoft, que já estaria negociando a compra. Ao contrário de outros potenciais compradores do TikTok como o Facebook e o Google, a Microsoft provavelmente não seria impedida por leis antitruste, já que redes sociais não são o carro-chefe da companhia liderada por Satya Nadella.

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