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OMS reduziu falsificação de identidades em 70% durante a pandemia

Especialista da organização, Flavio Aggio acredita que o principal fator a ser trabalhado em nome da segurança virtual é o humano

Por Sabrina Brito 30 set 2021, 19h31

Durante a conferência Cyber Security Summit Brasil 2021, que aconteceu entre os dias 28 e 29 do Brasil, o Chief Information Security Officer da Organização Mundial da Saúde, Flavio Aggio, explorou a questão da cibersegurança. Além disso, o especialista se aprofundou sobre as medidas de segurança virtual adotadas pela OMS durante a pandemia, que tiveram como o resultado a diminuição em 70% da falsificação de identidades durante o período.

Segundo Aggio, o principal fator a ser alterado em nome do aumento da cibersegurança é a participação humana nesse quesito. “O que a gente faz é investir muito em tecnologia, mas esquecemos que quem a escreve são os humanos. Acredito que na segurança cibernética, as pessoas são os elos mais fortes e os mais fracos. Se você não conhece todos os riscos cibernéticos, deve conhecer e, se conhece, precisa administrá-los no nível apropriado”, comenta.

Posteriormente, o CISO compartilhou com os participantes o chamado Modelo do Queijo Suíço, segundo o qual os buracos do queijo representam as vulnerabilidades de um sistema e as fatias simbolizam as barreiras. Aggio, que recomenda a autenticação multifatorial como forma de proteção, afirmou que o recurso foi um dos componentes mais importantes da cibersegurança durante a pandemia. “A segunda camada é integrada ao centro de cooperação de segurança e gerenciamento de vulnerabilidades e a terceira é a inteligência contra ameaças, que procura por riscos que afetam a organização”.

De acordo com o profissional, aproximadamente 30 dias após a adoção desse método, a OMS conseguiu reduzir o número de falsificações de identidade em 70%. Isso porque muitos malfeitores tinham o costume de se passar pela organização em e-mails, e, com a nova técnica, foram eliminadas cerca de 50 milhões de mensagens falsas.

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