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O que esperar do relógio inteligente da Apple

Principal recurso do Apple Watch deve ser o Force Touch

A Apple deve anunciar às 15h desta segunda-feira (no horário de Brasília) os detalhes do seu relógio inteligente, o Apple Watch, em evento a ser realizado no Yerba Buena Center for the Arts, em San Francisco. A expectativa é grande: será o primeiro novo produto da companhia desde 2010, quando Steve Jobs anunciou o iPad. Agora, sob o comando do CEO Tim Cook, a empresa tem a missão de criar um produto capaz de superar Samsung, Motorola, Peeble e outras marcas de peso que já produzem seus próprios relógios inteligentes.

O destaque do Apple Watch deve ser o Force Touch. Com o recurso, o relógio é capaz de “medir” a intensidade da pressão que os dedos do usuário aplicam à tela. Na prática, isso abre um novo caminho para novas funcionalidades e comandos. Apple afirma que esse é o recurso interativo mais importante desde que a criação do multitoque, quando as telas de seus aparelhos passaram a interpretar vários toques simultâneos.

A interatividade deve ser complementada pelo recurso de comando de voz. Conforme anunciado previamente pela própria Apple, o relógio não terá teclado.

Outros detalhes difundidos do Apple Watch dizem respeito à bateria. De acordo com a declaração de uma fonte interna da Apple ao site 9to5Mac, o Apple Watch deve suportar até cinco horas de “uso pesado de aplicativos” ou cerca de 19 de uso regular. O jornal The New York Times complementou a informação na semana passada ao prenunciar o recurso Power Reserve, que corta automaticamente alguns serviços opcionais para preservar a bateria.

Aplicativos – Uma das informações mais aguardadas pelo público é como e quais aplicativos funcionarão no relógio. Embora os detalhes sejam escassos, alguns já são conhecidos: Heart Rate (para conferir batidas cardíacas), Battery Life (para gerenciar o uso da bateria), Fitness Stats (para administrar os dados de corrida e outras atividades físicas), Clock (para informar as horas e fusos), Weather (sobre condições climáticas), Calendar (uma espécia de agenda), Maps (mapas que usam geolocalização) e Music (para ouvir música). A expectativa é que a Apple anuncie – e demonstre – uma série de outros apps na apresentação desta segunda.

Sabe-se também que aplicativos devem ser gerenciados por meio do recurso Companion. Ele será capaz de controlar configurações, personalizar os ícones na tela inicial e administrar armazenamento de músicas. Segundo informações de publicações especializadas, o usuário poderá carregar música diretamente do iPhone para o Apple Watch. Será possível também reproduzir músicas do relógio em alto-falantes externos, afirmou o site Business Insider.

Mercado de nicho e concorrentes – Durante o lançamento do iPhone 6, em setembro do ano passado, Tim Cook afirmou que Apple Watch requer um iPhone para funcionar perfeitamente. Por mais que as vendas dos smartphones da companhia estejam em alta, a declaração mostra que Cook está criando um produto de nicho, menos acessível que os demais. O modelo mais barato do relógio, o Sport, feito de alumínio deve chegar ao mercado pelo preço de 349 dólares. Há também outras duas versões mais caras: uma de aço, que custará “algumas centenas de dólares a mais que o Sport”, e outra de ouro de 18 quilates, chamada de Apple Watch Edition, com preço especulado entre 5.000 e 10.000 dólares.

Os dois principais rivais da Apple, Motorola Moto 360 e Samsung Gear 2, têm preços mais modestos e não são tão dependentes de telefones da mesma marca. O da Motorola, feito de aço e com pulseira de couro, possui recursos similares aos previstos pela Apple como alertas de e-mail, calendário, Bluetooth, monitor de batimentos cardíacos e roda o sistema Android Wear, que pode se comunicar com qualquer smartphone com Android. O preço sugerido dele é de 250 dólares. O da Samsung, pouco mais caro (300 dólares), tem o mesmo sistema operacional, todos os recursos citados e permite os usuários tirarem fotos, reproduzir música e jogar jogos.