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O fim do carregador: luz solar poderá carregar celulares

Isso com um novo modelo de LED, que promete substituir a tecnologia das telas atuais de smartphones e tablets

Por Carla Monteiro 10 fev 2017, 17h38

Quem tem smartphone sabe como é difícil poupar bateria e fazer com que ela dure o dia todo sem precisar colocar novamente na tomada. Mas imagine poder sair de casa sem precisar se preocupar em levar o carregador de celular na bolsa?  Esse momento pode estar próximo. Uma nova tecnologia apresentada por pesquisadores da Universidade de Illinois (EUA), em artigo na revista científica Science, sugere que, em breve, celulares e outros dispositivos móveis poderão ser carregados usando a luz do Sol.

Cientistas trazem a proposta de um novo modelo de LED capaz de emitir e detectar sinais de luz, o que permite a geração de energia a partir da luz solar. Em entrevista ao site de VEJA, o cientista Nuri Oh, que participa do projeto, explicou que o material absorve luz e gera uma fotocorrente de energia. O acúmulo da corrente elétrica carrega a bateria do dispositivo móvel. “Seu dispositivo pode ser carregado por uma simples exposição à luz solar. Não será mais necessário conectar o aparelho a um fio elétrico. Os pixels do display do LED poderão capturar e armazenar energia solar”, comentou ele.

Uma outra funcionalidade apresentada pelos pesquisadores é a capacidade do novo modelo de LED de se adaptar às condições luminosas dos ambientes. Por exemplo, ao sair de locais mais escuros e seguir para os mais claros, é necessário alterar o brilho de tela do celular, tablet, notebook. Com a tecnologia, o próprio display do dispositivo móvel vai detectar a luminosidade do ambiente e alterar o brilho para o ajuste ideal.

Nuri Oh acredita que o novo modelo proposto pela sua equipe irá substituir os LEDs convencionais em comercialização, pois a tecnologia apresenta uma versão aprimorada e mais barata, em comparação com os LEDs comuns. “Além disso, podemos fabricar o dispositivo por um processo de produção mais barato. Acredito que essa inovação estará no mercado em 5 anos”, completou o pesquisador.

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