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O ‘efeito Avatar’ chega à TV

Nos últimos três anos, os estúdios de cinema voltaram a explorar, com sucesso, a tecnologia 3D. Filmes como A Lenda de Beowulf e Viagem ao Centro da Terra prepararam terreno para o sucesso extraordinário do recém-lançado Avatar, que, em apenas 20 dias de exibição, tornou-se a segunda maior bilheteria da história do cinema. A acolhida à produção de James Cameron tirou de cena as últimas dúvidas quanto ao desejo de um grande número de pessoas de tomar parte na experiência de imersão em um cenário inventado que o 3D proporciona. Espera-se que este ano Hollywood produza entre trinta e quarenta filmes desse tipo. Mas, em 2010, o “Efeito Avatar” já não vai ficar restrito às salas de projeção.

Nesta semana, marcas como Sony, Samsung e LG exibiram novas linhas de televisores dotados de tecnologia que permite ver atrações com imagens tridimensionais. Vários fabricantes também apresentaram ao mercado equipamentos de reprodução de discos blu-ray em 3D. A maioria dos lançamentos só deverá estar disponível para os consumidores no segundo semestre, quando se espera que seja definido um padrão mundial para a tecnologia. Mas alguns canais de TV se anteciparam. A ESPN, braço da Disney para transmissões esportivas, anunciou a inauguração de um canal 3D nos Estados Unidos em junho. O Discovery, a Sony e a IMAX – potência dessa tecnologia nas salas de cinema – vão se unir para iniciativa semelhante. Idem para a DirecTV americana. E, no Brasil, a Globo já faz gravações experimentais de programas em 3D.

Espera-se que a Copa do Mundo de futebol da África do Sul, que se inicia em junho, ajude a impulsionar as vendas dos televisores 3D. A FIFA firmou parcerias com a Sony, que fará captação de imagens da Copa nesse formato, e com a ESPN. A Copa do Mundo já demonstrou seu poder de disseminar as inovações tecnológicas da televisão. A edição anterior impulsionou as vendas de aparelhos de plasma e LCD. Por isso mesmo, popularizar o 3D vai requerer algum esforço. Será preciso convencer consumidores que acabaram de adquirir equipamentos novos a fazer uma nova troca – e gastar um bom dinheiro. Nos Estados Unidos, televisores 3D terão preços salgados, na faixa dos 2.000 dólares. Há ainda a necessidade de adaptação dos hábitos. Assim como ocorre no cinema, o espectador terá de usar óculos especiais – um incômodo e tanto para quem quer só ligar o controle remoto e relaxar no sofá.

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