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Novo desafio aos aficionados em games: salvar a Terra

Em 'O Destino do Mundo', jogadores devem combater aquecimento global

Adeptos de jogos de estratégia normalmente se concentram em povoar um mundo fictício ou vencer uma disputa bélica, como acontece em Warcraft, Age of Empires ou StarCraft. Agora, porém, existe um novo tipo de desafio: salvar a Terra dos efeitos do aquecimento global.

Disponível em versão beta desde outubro, O Destino do Mundo (Fate of the World) foi concebido a partir de projeções científicas, econômicas e demográficas da Nasa, Nações Unidas e Universidade de Oxford. “O jogador pode comandar o planeta durante 200 anos, e pode salvá-lo ou destruí-lo em função das políticas ecológicas, econômicas e sociais aplicadas”, resume o britânico Gobion Rowlands, criador do jogo.

Nomeado diretor da Organização Internacional Ecológica (OIE), o jogador poderá, por exemplo, proibir o desmatamento da floresta amazônica, impor a eletricidade nos transportes públicos na Europa ou generalizar a política do filho único por família em toda a Ásia. No entanto, terá que levar em conta todos os parâmetros: se decidir reduzir a natalidade para proteger os recursos naturais, a mão de obra pode se tornar escassa, a idade mínima para a aposentadoria pode subir para 80 anos e a população pode se rebelar.

“O jogo nos permite experimentar o tipo de decisões que poderemos enfrentar em breve, e ver que as respostas não são fáceis”, afirmou Myles Allen, especialista em aquecimento global de Oxford. A Red Redemption, empresa de games independente que desenvolveu O Destino do Mundo pretende lançar a versão definitiva no começo de fevereiro.