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Na primeira entrevista após deixar Google, brasileiro Hugo Barra se cala sobre triângulo amoroso

Boato é que executivo teria trocado gigante por companhia chinesa após fim de relacionamento com atual namorada de um dos fundadores do Google

O brasileiro Hugo Barra, um dos executivos mais importantes da divisão Android, do Google, deixou a companhia em agosto para trabalhar na fabricante chinesa de smartphones Xiaomi. Em sua primeira entrevista após a troca de cargo, concedida ao site AllThingD, do periódico The Wall Street Journal, Barra explicou a razão da saída, mas evitou qualquer comentário quando questionado sobre o triângulo amoroso envolvendo Amanda Rosenberg, funcionária da empresa, e Sergey Brin, fundador do Google.

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O anúncio de sua saída coincidiu com os boatos acerca do namoro de Amanda e Brin, que teria pedido divórcio em razão do affair. Antes, Barra havia mantido um relacionamento amoroso com a garota de 27 anos, gerente de marketing do Google e responsável pela promoção do Glass, os óculos inteligentes da companhia e um dos principais projetos da empresa para 2014.

Barra foi contratado pela Xiaomi para cuidar do processo de internacionalização da empresa, referência no setor móvel na China. O executivo estava no Google desde 2008 e foi um dos grandes entusiastas do Android, projeto ao qual se dedicou nos últimos cinco anos. Segundo o AllThingD, o brasileiro é o primeiro executivo de alto escalão não chinês contratado pela companhia asiática.

A Xiaomi fabrica smartphones que rodam o sistema operacional Android e é conhecida no mercado chinês por oferecer telefones de alta performance por preços muito competitivos. Segundo Barra, a negociação de sua ida para a empresa levou mais de um ano e foi cuidadosamente planejada por um longo período.

O executivo conheceu Bin Lin, presidente da Xiaomi, durante suas viagens pelo Google para Pequim. Barra e Lin chegaram a ser colegas de trabalho, mas não se conheciam pessoalmente, porque o brasileiro ficava na Europa e o chinês em Mountain View, na sede do Google. Lin deixou a companhia para fundar a Xiaomi.

Barra admirava a forma como Lin explorava o Android no mercado chinês e passou a visitá-lo frequentemente em Pequim. Foi assim que nasceu a parceria, ainda mais próxima nos anos seguintes, quando um investidor amigo de Barra, Robin Chan, passou a fazer aportes na companhia chinesa. Chan foi, inclusive, uma peça chave nesse processo de transição.

“Era uma oportunidade única. A ideia de construir uma marca global é tão significativa quanto trabalhar no Google”, disse o brasileiro. Ele assume o cargo na Xiaomi em outubro e se mudará para Pequim em breve. A meta agora é aprender chinês: “Isso sim está sendo um desafio.”