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Mostra faz de prédio da Avenida Paulista tela gigante de game

Visitantes poderão disputar partidas de jogos inspirados em clássicos como 'Pac Man'

Por Renata Honorato - 25 Mar 2013, 18h28

A Avenida Paulista, atração turística e um dos centros financeiros de São Paulo, recebe a partir desta segunda-feira a mostra Play!, que transforma o edifício do Sesi/Fiesp em uma gigante tela de videogame. Quem passar pelo local até o dia 7 poderá, entre 20h e 22h, jogar títulos inspirados em clássicos como Pac Man e Space Invaders e conferir seu desempenho no supertelão: 100.000 lâmpadas de led instaladas na fachada do prédio, construído em 1979, permitem a reprodução das partidas; iPads são usados como joystick. A exposição é gratuita.

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Além das partidas, também serão reproduzidos vídeos artísticos baseados em games. Segundo Marília Pasculli, curadora da exposição, a “game arte” (fusão dos conceitos dos jogos eletrônicos e arte digital) é uma tendência ainda pouco difundida no Brasil. “Decidimos focar em tema específico, os games, e explorar a interação.”

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Para organizar a mostra, Marília contou com a ajuda da dinarmaquesa Tanya Toft, radicada em Nova York e especialista em novas mídias e arte digital. “Trabalhamos juntas em alguns projetos em Berlim: Tanya me apresentou artistas com propostas similares à do Play!“, diz a curadora. Foi através da parceria que nomes como Lummo, da Espanha, e Mark Essen, dos Estados Unidos, entraram na programação da exposição.

O evento reúne três trabalhos interativos: Paulista Invaders, de Suzete Venturelli; LummoBlocks, do Lummo; e Labirintos Invisíveis, de Andrei Thomaz. Nesses casos, o público vai fazer o que mais gosta: jogar. Há também três obras digitais visuais: Supercut, do Mark Essen; Pixels Deslocados, de Alberto Zanella; e The Game Is Over, do duo italiano Les Liens Invisibles.

A Play! é a primeira mostra do gênero a céu aberto realizada no Brasil. O objetivo é mostrar que os jogos estão cada vez mais inseridos no cotidiano. “Nosso foco são games que fizeram sucesso no final dos anos 70 e viraram referência na década seguinte. Os trabalhos trazem muitos elementos da cultura pop. O alcance do público é grande graças ao reconhecimento desses títulos”, completa a curadora.

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