Metade das vítimas de violência digital conhecem seus abusadores, segundo pesquisa
Relatório da Kaspersky com entrevistados de 19 países analisou as características do abuso facilitado pela tecnologia que os acometeu
Com a presença quase indissociável entre a internet e a vida real, cada vez mais abusos e violências têm sido cometidas também através desse meio. A pesquisa realizada pela Kaspersky, empresa referência em segurança digital, mostra que metade de todas as vítimas de violência digital conhecem seus agressores, e quase 25% desses são parceiros românticos ou amigos próximos da vítima.
A pesquisa realizada pela Kaspersky, empresa referência em segurança digital, entrevistou 7.600 pessoas, de idades variadas e de 19 países diferentes. Segundo o relatório, os casos em que o agressor era alguém próximo da vítima aconteceram com mais frequência nos EUA, Itália, Espanha, Reino Unido, Índia e Indonésia.
O estudo sugere também que as vítimas que sofreram algum tipo de abuso digital de pessoas próximas (como parceiros, família ou amigos) tinham mais chances de também admitir agirem de forma violenta com pessoas dos mesmos grupos.
A diferença na idade das vítimas também é um fator importante. Os entrevistados da Geração Z — grupo nascido entre o final das décadas de 1990 e o início de 2010 — em sua maioria disseram conhecer o termo “abuso facilitado pela tecnologia” (em inglês, tech enabled abuse), número que cai para 64% entre os Baby Boomers (nascidos entre 1946 e 1964, logo após o fim da Segunda Guerra Mundial). Em todas as idades analisadas, a maioria das mulheres declarou se sentirem inseguras online, com 62%.
No Brasil, a Unicef publicou no último mês o relatório Disrupting Harm in Brazil: Enfrentando a violência sexual contra crianças, em que revelou como 1 a cada 5 adolescentes do país já foram vítimas de violência sexual na internet.
Para Tatyana Shiskova, Pesquisadora Líder em Segurança da Kaspersky, “da perspectiva da cibersegurança, o fato de que quase 60% dos casos de abuso facilitado pela tecnologia começam com alguém do círculo social da vítima muda drasticamente a forma como devemos abordar a proteção”.







