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Mensagens atribuídas a CEO do Facebook mostram como brasileiro foi tirado da sociedade

Mark Zuckerberg teria diluído participação de Eduardo Saverin na rede social e dito que ex-colega pertencia à máfia brasileira

Por Da Redação
15 Maio 2012, 18h23

A briga entre o brasileiro Eduardo Saverin e o americano Mark Zuckerberg, colegas na Universidade Harvard e criadores do Facebook, não é novidade. Tanto assim que já inspirou filme de Hollywood, A Rede Social. Nesta terça-feira, contudo, o site americano Business Insider publicou documentos que, às vésperas da abertura de capital da companhia, que deve acontecer na sexta-feira, podem aquecer o debate sobre nascimento envolvo em disputas da rede social. Se autênticos, os e-mails e mensagens instantâneas trocados por Zuckerberg e seus advogados e demais sócios ajudam a entender como o CEO do Facebook tirou o brasileiro do negócio. Após o desfecho da história, Zuckerberg, que, segundo o site americano, acreditava que Saverin tinha conexões com a “máfia brasileira”, diz o seguinte ao livrar-se do ex-sócio: “Agora que não vou voltar para Harvard, ao menos não preciso me preocupar em ser espancado por capangas brasileiros.”

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Segundo as conversas publicadas pelo Business Insider, Zuckerberg trabalhou intensamente para tirar Saverin do negócio entre julho de 2004 e janeiro de 2005. Sua estratégia foi diminuir gradativamente a participação do brasileiro no site, tirando seu poder de opinar nas decisões da empresa.

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“Vou comprar a companhia que criamos e dar uma quantidade menor de ações ao Saverin. Dessa forma, terei o controle total sobre o novo negócio”, disse Zuckerberg ao amigo Sean Parker, cofundador do Napster (site que fornecia músicas para download gratuito na internet e que foi tirado do ar pela Justiça americana).

Ainda de acordo com as mensagens, Zuckerberg julgava que Saverin tinha seus próprios planos, o que acaba retardando a estratégia do Facebook. “Ele tinha que montar a companhia, conseguir investimentos e montar um modelo de negócios, mas falhou nas três tarefas”, disse o CEO da rede social. O resto da história é conhecida. Saverin de fato teve sua participação reduzida, mas saiu da história com um polpudo acordo mantido sob sigilo.

Na semana passada, o brasileiro renunciou à cidadania americana. Segundo analistas, ele tomou a decisão para evitar o pagamento de impostos devidos ao governo dos Estados Unidos com a provável abertura de capital do Facebook. Estima-se que ele ainda detenha 4% de participação da rede social, o que pode lhe render cerca de 3,8 bilhões de dólares em uma eventual venda de papéis.

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