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McLaren F1 sobrevive graças a notebook dos anos 90

Computadores portáteis Compaq LTE 5280, lançados há mais de 20 anos, são os únicos capazes de ler informações do carro

O McLaren F1, um dos esportivos mais desejados por colecionadores, pode custar facilmente mais de 10 milhões de dólares (cerca de 35 milhões de reais), mas precisa de uma velharia para se manter “vivo”. O site americano Jalopnik visitou a fábrica da McLaren, em Woking, na Inglaterra, e constatou que a empresa utiliza computadores portáteis Compaq LTE 5280, lançados há mais de 20 anos, para ler as informações da central eletrônica do F1.

O superesportivo teve 106 unidades saídas da linha de produção da McLaren, equipadas com motor aspirado 6.1, V12 e quase 700 cavalos de potência, entre 1993 e 1998. Para ler as informações da à época moderna central eletrônica eram usados os laptops da Compaq, que utilizavam o sistema operacional DOS, uma espécie de avô do Windows. Assim, as atuais máquinas não conseguem conversar com o sistema antigo – seria algo como tentar rodar joguinhos dos anos 90 baseados no DOS num iPhone.

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Um funcionário da McLaren, que pediu para não ser identificado, revelou que o velho Compaq é o único capaz de ler um cartão do tipo CA (acesso condicional) com as informações do carro. Os computadores atuais são compatíveis com cartões inteligentes e usam entradas USB – alguns nem isso mais utilizam, não têm conexões físicas, apenas pela internet. A McLaren disse estar “investindo em uma interface nova, compatível com máquinas modernas”, mas não tem previsão de quando vai sair da década de 90.

(da redação)