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Levantamento: quase 70% dos vídeos do YouTube são sexistas

Conteúdo machista reforça objetificação da mulher por meio de materiais estereotipados, segundo ONG

Por Sabrina Brito 26 ago 2021, 17h57

Um novo estudo coordenado pela ONG francesa Fundação das Mulheres e pela Sciences Pos de Paris revelou que, no YouTube, a grande maioria dos vídeos traz algum tipo de estereótipo de gênero. Ao longo da pesquisa, foram analisados os duzentos vídeos mais populares da plataforma na França entre 2019 e 2020.

De acordo com o levantamento,68% do conteúdo compilado apresentam algum material sexista, sobretudo os clipes de música. Além disso, cerca de 25% mostram violências e insultos sexistas ou sexuais.

Os pesquisadores constataram ainda que mais de 20% dos vídeos mais populares do YouTube trazem mulheres em situação de sexualização, praticando “movimentos eróticos” ou em “poses lascivas”. Por outro lado, 57% trazem estereótipos masculinos, associando o homem a valores como coragem, e 39% relacionam mulheres a características como sentimentalidade e submissão.

Isso tudo, é claro, sem falar nos comentários machistas e ofensivos ao sexo feminino que frequentemente são encontrados na plataforma.

Segundo a ONG francesa, esse tipo de conteúdo perpetua a ideia de que mulheres têm o dever de se portar de uma determinada maneira para serem atraentes, o que reforça “a imagem da mulher objeto”. Embora a internet não seja um ambiente exatamente agradável para mulheres, elas são grande parte dos internautas. No Brasil, por exemplo, o acesso à internet é quase idêntico entre os sexos.

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