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LCD, LED, plasma ou OLED? Conheça os tipos de tela das TVs

Tecnologia LED domina vendas de TVs e deixa para trás o LCD, mas preço baixo coloca plasma novamente no radar do consumidor

Por Claudia Tozetto - 13 abr 2014, 08h35

Já faz tempo que as clássicas TVs de tubos de raios catódicos, também conhecidas como CRT, deram lugar a modelos mais finos nas prateleiras das lojas. Desde então, diversas tecnologias de tela surgiram. Os primeiros modelos eram de LCD, que foi aprimorado pelos fabricantes e se tornou o LED. A mudança foi um sucesso, e os painéis de LED estão presentes em quase 90% dos televisores vendidos no Brasil. Mas não se trata da única tecnologia disponível no mercado: apesar de ter deixado uma má impressão no passado, as TVs de plasma ainda tentam encontrar seu espaço, com preços mais baixos. Além disso, TVs de OLED, que eram apenas uma promessa para o futuro, começam a aparecer gradualmente nas lojas.

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A versatilidade do LCD ajudou a TV de tela fina a se popularizar rapidamente. Ela utiliza um painel de cristal líquido com uma lâmpada incandescente na parte traseira, que ilumina pontos na tela (pixels) nas cores primárias (verde, azul e vermelho). Ao migrar as TVs para o LED, os fabricantes fizeram mudanças pequenas, mas significativas: em vez da luz branca da lâmpada incandescente, um conjunto de LEDs nas cores primárias é instalado atrás do painel de cristal líquido. “Isso melhorou a filtragem de luz e as telas oferecem uma maior variedade de cores, com mais brilho e contraste do que as telas de LCD”, explica Yuzo Iano, professor de comunicação audiovisual da faculdade de engenharia elétrica e de computação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

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A substituição os painéis de LCD também permitiu que os fabricantes reduzissem a espessura das TVs. Nas lojas, é possível encontrar modelos com telas grandes, acima de 50 polegadas, e espessura inferior a 3,5 centímetros. As TVs também passaram a consumir menos energia para funcionar. A economia chega a 40%.

Plasma se recupera – Desde os anos 1980, outro tipo de tecnologia tenta se firmar como opção de tela fina. As TVs com telas de plasma fazem uso de milhões de microtubos, cada um responsável por acender um ponto da tela por meio de uma reação química. Contudo, os primeiros consumidores que apostaram nesta tecnologia tiveram problemas graves com os produtos, e o plasma não decolou.

Uma das falhas mais conhecidas é o fenômeno chamado “burn-in”. Depois de algum tempo de uso, a tela da TV apresentava manchas, como se a imagem exibida estivesse “gravada” no painel. “Atualmente, o efeito é raro, pois a tecnologia evoluiu e passou a não deixar o pixel completamente aceso, mas somente piscando a uma frequência muito alta”, diz Iano. A evolução do plasma permitiu que diversos grandes fabricantes, de olho nas vendas de TVs com tela grande para a Copa do Mundo, apostassem novamente na tecnologia em 2014.

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A principal vantagem do plasma em relação ao LED é o preço. É possível comprar TVs de plasma de telas maiores que as de LED a preços mais baixos. Segundo Camila dos Santos, analista do mercado de TVs da consultoria GfK, o consumidor consegue equipar sua casa com uma TV de 65 polegadas, por um valor similar ao de um modelo com tela de LED de 55 polegadas. “As vendas de TVs de plasma representaram 7,6% das vendas no Brasil em 2013, mas tiveram crescimento de 111% em relação ao ano anterior”, diz Camila.

Além do preço baixo, as TVs de plasma oferecem melhor contraste, pois não acendem os pixels ao exibir a cor preta. Dessa forma, a iluminação de outras regiões da tela não “escapa”, o que evita o efeito acinzentado da cor preta nas TVs de LED. As TVs de plasma também têm maior frequência de tela, o que garante que o espectador não verá borrões ou “fantasmas” ao assistir a cenas de grande movimentado.

Contudo, ao contrário das TVs de LED, a tela de plasma não é tão fina, e não há modelos em tamanhos inferiores a 40 polegadas. Além disso, o consumo de energia do plasma é alto: até 60% superior ao das TVs de LED do mesmo tamanho.

OLED chega às lojas – A nova tecnologia de OLED (diodos emissores de luz orgânicos, na sigla em inglês) promete revolucionar o mercado de TVs e substituir, no futuro, o LED e o plasma. Trata-se de um painel flexível feito de materiais orgânicos que, quando estimulados por corrente elétrica, pode exibir quaisquer cores primárias usadas para formar as imagens televisivas. Sem a necessidade de lâmpadas ou microtubos na parte traseira, as TVs de OLED são mais finas e gastam menos energia.

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A tecnologia, adotada por poucos fabricantes até o momento, ainda é cara. Um dos primeiros modelos de TVs de OLED com tela curva, lançado pela LG, chegou ao Brasil no final de 2013 com preço de 40.000 reais. No início de 2014, a fabricante sul-coreana anunciou seu primeiro modelo flexível, que passa de tela curva a plana ao acionar um botão, mas o produto ainda não chegou às lojas. “Apenas o tempo confirmará se o uso do OLED vai trazer os benefícios esperados, bem como aceitação pelos usuários”, diz Iano.

Para André Romanon, gerente sênior de TVs da Philips, os modelos com tela de OLED devem começar a se popularizar em breve, mas a produção dos painéis precisa amadurecer. Segundo o executivo, grande parte dos painéis de OLED produzidos pelos fornecedores são perdidos ao longo do processo, o que aumenta o custo da tecnologia. “É uma tendência, mas o OLED ainda não está pronto para ser comercializada. Possivelmente, essas telas vão começar a se popularizar a partir do ano que vem”, diz Romanon.

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