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Ladrões furtam cabos de fibra ótica da Campus Party

Encontro de tecnologia começou hoje em SP, com orçamento limitado

Por Carla Monteiro 31 jan 2017, 18h39

Dias antes do início do maior evento de tecnologia do Brasil (a organização não divulgou a data exata do furto), dois quilômetros de cabos que levariam internet de fibra ótica até a Campus Party (CPBR) foram pegos por ladrões, na região do Pacaembu. O crime acarretou em problemas para o calendário da organização, já que uma das atrações da CPBR seria justamente sua internet ultraveloz, de 40 GB, que seria fornecida pela estrutura assaltada.

Em entrevista, um representante da Telebras, a empresa responsável pelo cabeamento, José Mendes, afirmou que o prejuízo financeiro não foi grande — algo em torno de 1 000 reais. Contudo, o maior problema foi a necessidade de mobilizar pessoal para refazer e entregar a rede, dentro do prazo. O furto, porém, não foi registrado em nenhuma delegacia de polícia.

O evento

Vários estandes e startups estarão presentes na CPBR, em busca de novas experiências tecnológicas e oportunidades de negócios. O que transforma a Campus Party em um grande mercado de empreendedorismo digital. A organização não revela os valores de investimentos no evento. Mas se sabe que o custo do encontro, como um todo, ultrapassa os 20 milhões de reais.

Parece muito dinheiro? Não tanto. Neste ano, os organizadores reclamaram que enfrentaram problemas financeiros e trabalharam com o orçamento limitado, priorizando, por exemplo, atrações nacionais. “É verdade que a crise afeta todo mundo. Não trouxemos algumas atrações gringas pois não tínhamos dinheiro para pagar o cachê”, comentou o fundador da Campus Party, Francesco Farruggia.

A feira começou hoje, com expectativa de 100 mil visitantes na área aberta ao público, e vai até domingo (5), no Anhembi, em São Paulo.

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