IA pode substituir o trabalho humano em ‘grande escala’, diz ex-funcionário da OpenAI
Cofundador da Anthropic era o único representante das Big Techs na primeira encíclica de Papa Leão XIII
Chris Olah, cofundador da empresa de Inteligência Artificial Anthropic e ex-funcionário da OpenAI, declarou que existe “uma possibilidade real” de a IA substituir o trabalho humano “em grande escala”. O americano foi o único representante das Big Techs na primeira encíclica de Papa Leão XIV ocorrida nesta segunda-feira, 25, e alertou para os perigos da tecnologia.
Olah afirmou que o desenvolvimento da inteligência artificial não pode ser deixado somente nas mãos de empresas de tecnologia. Segundo o cofundador da Anthropic, líderes religiosos, governos e a sociedade civil devem supervisionar esse processo. Ele acrescentou que as pressões comerciais e geopolíticas fazem com que as empresas de IA se submetam a ações que podem ser prejudiciais no futuro.
O evento marcou uma convergência inesperada entre o setor da tecnologia e a Igreja Católica. O Papa Leão XIV tem cada vez mais se posicionado sobre as implicações da IA e Olah exaltou esse movimento dizendo que as questões éticas dessa tecnologia vão muito além da engenharia.
Segundo o ex-funcionário da OpenIA, três temáticas relacionadas à Inteligência Artificial merecem atenção: o risco de perdas de empregos em larga escala, o entendimento que a IA também pode trazer benefícios e como interpretar de maneira adequada sistemas que usam essa tecnologia.
Olah, Anthropic e OpenIA
A Anthropic é uma empresa norte-americana responsável pela criação da Inteligência Artificial Claude. Ela foi fundada em 2021 por Olah e outros ex-funcionários da OpenAI, organização liderada por Sam Altman e Elon Musk que possui o chatbot mais utilizado no mundo, o ChatGPT. Os fundadores da Anthropic deixaram a concorrente devido à forma rápida e pouco ética dos avanços da IA.
Além disso, a corporação de Olah entrou em conflito com o presidente de Donald Trump por tentar limitar a forma como seus modelos seriam utilizados para fins militares. Em decorrência desse abuso, alegado pela Anthropic, o governo norte-americano está sendo processado pela empresa.







