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Grupo que expôs falha de segurança do iPad diz que não cometeu crime

O grupo Goatse Security, que se valeu de uma brecha de segurança para levantar endereços de e-mail de 114 mil usuários de iPad, diz que não cometeu crime algum. De acordo com seus integrantes, os responsáveis pela falha seriam a própria Apple, fabricante do aparelho, e a AT&T, operadora que fornece a conexão 3G.

O grupo resolveu se pronunciar nesta sexta-feira, após o FBI (polícia federal americana) anunciar que está investigando o comprometimento de informações particulares dos usuários do tablet. De acordo com o Goatse Security, seus esforços serviram para revelar a brecha de segurança, não os endereços eletrônicos.

Segundo o grupo, os dados foram coletados de um servidor público que não pedia senha. Eles estavam acessíveis para qualquer pessoa navegando na internet e nenhum ataque foi necessário. A lista coletada e as explicações técnicas foram entregues ao jornalista da Gawker Media, Ryan Tate, depois que a AT&A resolveu o problema.

O Goatse Security afirma ter destruído a lista após a exposição da falha. “Espero que não façam acusações, mas, se nos indiciarem, nós vamos lutar e vencer”, diz um porta-voz do grupo, alegando suas ações foram de interesse público.

A AT&T, que oferece com exclusividade nos Estados Unidos o serviço de internet 3G para iPad, emitiu na quarta-feira um comunicado pouco depois de o site Gawker noticiar a vulnerabilidade.

Entre os usuários expostos estão o prefeito de Nova York, Michael Bloomberg; a CEO do New York Times, Janet Robinson; e o Chefe de Gabinete da Casa Branca, Rahm Emanuel. Empregados da NASA, do Google e da Microsoft também tiveram seus dados coletados.

(Com agência Reuters)