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Governo de São Paulo lança biblioteca pública digital com 15 mil títulos

BibliON será gerida pela organização social SP Leituras, que tem 5 milhões de reais anuais de orçamento para administrar plataforma

Por Alessandro Giannini Atualizado em 9 jun 2022, 14h20 - Publicado em 9 jun 2022, 09h00

Durante a pandemia, o público associado das bibliotecas públicas de São Paulo e Parque Villa-Lobos, na capital paulista, tinha como recurso emprestar livros da BSP Digital. Com apenas mil títulos, a plataforma digital acabou se tornando piloto para um projeto mais ambicioso, a BibliON, que entra no ar nesta quinta-feira, 9, com um acervo de mais de 15 mil títulos e uma programação cultural com atividades como clubes de leitura e oficinas de capacitação virtuais.

Segundo Pierre Ruprecht, diretor executivo da SP Leituras, organização social que gere as bibliotecas públicas paulistas e agora a BibliON, a ideia de uma plataforma digital abrangente existe desde 2019. A experiência da BSP Digital, impulsionada pela pandemia, acabou surpreendendo. Enquanto esteve no ar, foram registradas 130 mil visitas, cerca de 14 mil pessoas se cadastraram e foram feitos 24 mil empréstimos. “Cumpriu a missão”, disse ele, em entrevista a VEJA.

A BibliON mira voos mais altos. O acervo contemplará, além dos habituais clássicos de domínio público, lançamentos do mercado editorial, com o objetivo de manter o usuário antenado com o que há de mais recente em circulação nas livrarias. O usuário poderá emprestar até dois livros (há os digitais e os audiolivros) ao mesmo tempo por quinze dias. Na plataforma, haverá espaço ainda para clubes de leitura, podcasts, seminários, capacitações e oficinas virtuais.

A nova iniciativa atuará em sintonia com as mais de 330 bibliotecas municipais que integram o Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas (SisEB), em 240 cidades no Estado. A ideia é que a biblioteca pública digital trabalhe em colaboração com as físicas para que estas aumentem o seu público e possam atuar em outros serviços não contemplados virtualmente. “Oferecemos acesso digital a inúmeros livros, mas trabalhamos em conjunto com o acervo físico”, disse Ruprecht. “Queremos estimular conteúdos locais, memória locais.”

O governo de São Paulo, gastou até o momento 3 milhões de reais na implantação do projeto, que consiste em um site e um aplicativo – o usuário pode cadastrar até quatro aparelhos. Segundo o secretário de Cultura e Economia Criativa, Sérgio Sá Leitão, a nova iniciativa recebeu um investimento total de R$ 10 milhões — serão mais R$ 5 milhões a cada ano. Um dos objetivos, diz ele, é ampliar o acesso ao livro e com isso o índice de leitura da sociedade brasileira. “Esperamos chegar a um milhão e meio de livros emprestados até o fim do ano”, afirmou. “Dependendo da demanda, é um projeto que poderá ser expandido.”

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